segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Alexander Kellner - Dinossauro na gaveta - Caçadores de Fósseis


"Caçadores de Fósseis" é publicada na segunda sexta-feira do mês no site da Revista Ciência Hoje, pelo Paleontólogo Alexander Kellner

O ARACNO Jurássico sempre apoia e valoriza o trabalho de Alexander Kellner, sempre vamos divulgar seu trabalho, pois é uma forma de reconhecimento.
A última coluna CAÇADORES DE FÓSSEIS do ano acaba de ser publicada, tendo como tema central a descoberta do dinossauro mais antigo conhecido até o momento (http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/cacadores-de-fosseis/um-dinossauro-na-gaveta).
Nas PALEOCURTAS é apresentado um novo pterossauro da Argentina e uma nova espécie de réptil marinho (plesiossauro) da Inglaterra. Também é apresentado um estudo sobre solos de 600 milhões de anos, uma pesquisa sobre uma região com centenas de ovos de dinossauros na Espanha e a descrição de novos fósseis de uma angiosperma primitiva da China.

Por último, é divulgada a abertura de inscrições para um curso de especialização de geologia do Quaternário.

Faça sugestões e comentários pelo e-mail  alexander.kellner@gmail.com ou diretamente ao final da coluna.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Fóssil pode antecipar vida terrestre em 65 milhões de anos


A descoberta publicada na revista 'Nature', afirma que organismos até então considerados de habitat marinho viveram, na realidade, em terra

Um novo estudo defende que um organismo antes tido como ancestral de criaturas marinhas remotas vivia na verdade em terra. Usando análises químicas e microscópicas, o geólogo da Universidade do Oregon afirma que os fósseis provavelmente pertenceram a organismos terrestres. De acordo com Retallack, eles podem ter sido líquens – uma combinação de fungo e algas ou bactérias – ou mesmo colônias de micro-organismos. Caso seja confirmada, a descoberta pode antecipar em 65 milhões de anos a existência de vida em ambientes terrestres. O geólogo Gregory Retallack, da Universidade de Oregon, em Eugene, defende que a coloração avermelhada e os padrões de clima nas rochas onde os fósseis foram encontrados indicam que os depósitos se formaram em um ambiente terrestre. Retallack argumenta que, em vez de água, a região estudada mais se assemelhava à tundra no Ártico.
Os fósseis, de um período chamado Ediacarano, compreendido entre 542 e 635 milhões de anos atrás, foram escavados no sul da Austrália em 1947. Muitos paleontólogos consideram que eles são vestígios dos primeiros organismos marinhos relativamente complexos, como vermes.
"A descoberta tem implicações para a árvore da vida porque retira os fósseis Ediacaranos da ancestralidade dos animais", resumiu Retallack, autor do estudo publicado na quarta-feira (12) na revista científica Nature. Os fósseis representam "uma radiação evolutiva independente da vida na terra que precedeu em pelo menos 20 milhões de anos a chamada explosão cambriana (o surgimento de muitas novas espécies entre 570 e 530 milhões de anos atrás)", escreveu. Retallack acrescentou, no entanto, que isso não significa que todos os fósseis Ediacaranos eram terrestres.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Asteroide teria matado até 83% dos lagartos e cobras


O choque aniquilou animais há 65 milhões de anos

Aproximadamente 83% das espécies de cobras e lagartos da América do Norte foram extintas no fim do período Cretáceo, há 65 milhões de anos, época em que um asteroide caiu sobre a localidade de Chicxulub, na península mexicana de Yucatán, revela um novo estudo feito pelas universidades americanas Yale e Harvard.
Animais maiores foram os que mais sofreram com a colisão, imediatamente ou logo depois dela. Segundo os autores, nenhum bicho com mais de 450 gramas sobreviveu.
Os resultados desse estudo estão publicados na edição de segunda-feira dia 10, da revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS).
Esse impacto, que já era considerado a provável causa da destruição em massa dos dinossauros não alados, pode ter sido muito mais severo do que se pensava. De acordo com o principal pesquisador, Nicholas Longrich, do Departamento de Geologia e Geofísica de Yale, o choque aniquilou uma ampla faixa de todo o ecossistema, e os répteis foram extremamente atingidos – assim como mamíferos, aves, insetos e plantas.
O asteroide teria sido responsável, inclusive, por dizimar uma espécie de lagarto identificada recentemente, chamada Obamadon gracilis (uma mistura do nome do presidente Barack Obama com as palavras latinas odon – dente – e gracilis – fino). Foram encontrados ossos da mandíbula de dois espécimes desse animal, que media 30 cm de comprimento e provavelmente comia insetos.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Fósseis de pinguim gigante encontrados na Antártida


Cientistas argentinos descobriram fósseis de um pinguim de dois metros de altura que viveu na Antártida há 34 milhões de anos.

Paleontólogos argentinos descobriram na Antártida restos fósseis de um pinguim de dois metros de altura, o maior encontrado até o momento, com cerca de 34 milhões de anos.
A paleontóloga Carolina Acosta, pesquisadora do Museu da Prata, explicou que “os cálculos realizados indicam que se trata do maior pinguim que se conhece até o momento, quanto a altura e massa corporal”.
Marcelo Reguero, o chefe das pesquisas, disse ainda que a descoberta, anunciada na terça-feira, "permitirá realizar um estudo mais intensivo e complexo sobre os ancestrais dos pinguins modernos".
Em sua próxima expedição à Antártica, durante o verão no hemisfério sul, a equipe vai procurar fósseis adicionais da espécie recém-descoberta, assim como informações sobre sua anatomia e de como o pinguim gigante podia se locomover.
Descobertas anteriores feitas com pinguins pré-históricos, indicaram que os animais não possuíam as penas pretas e brancas que caracterizam as aves hoje, mas uma plumagem marrom-avermelhada e cinzenta.

Fóssil de rinoceronte é encontrado em rocha vulcânica


Animal morreu em erupção de vulcão há 9,2 milhões de anos, Vestígios em rocha vulcânica são raros

Publicado pela revista científica “PLoS One”, pesquisadores encontraram o fóssil de um rinoceronte pré-histórico que morreu há mais de 9 milhões de anos bem preservado em rocha vulcânica. O objeto foi encontrado na Turquia e descrito por um trabalho liderado por Pierre-Olivier Antoine, da Universidade de Montpellier, na França. (Imagens: Crânio - Pierre-Olivier Antoine, Ilustração - Maëva J. Orliac)
Foi encontrado apenas o crânio do animal, um rinoceronte de dois chifres – enfileirados, no nariz –, que era comum na região 9,2 milhões de anos atrás. Detalhes do fóssil revelaram aos cientistas como foi a morte do rinoceronte.
Segundo o estudo, a temperatura da lava ultrapassou os 400º C e, de certa forma, cozinhou o rinoceronte, causando sua morte quase instantaneamente. O corpo do animal se desmembrou e, neste processo, ele foi decapitado. Por isso, o crânio foi levado pelo fluxo da lava até o local onde foi encontrado pelos pesquisadores, 30 km ao norte do local da erupção.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Fóssil de dinossauro carnívoro é achado em Alfredo Marcondes SP


Pedaço de osso tem mais de 70 milhões de anos.

Pesquisadores das universidades Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Federal de Uberlândia (UFU), encontraram na região da cidade de Alfredo Marcondes, localidade que fica próxima a Presidente Prudente e a 586 km de São Paulo, um pedaço de osso que compõe o crânio que pertence a um dinossauro carnívoro da família dos carcarodontossaurídeos. A peça é considerada a primeira evidência de que répteis deste grupo viveram também no Brasil.
“Não sabemos a quem atribuir esse fóssil, pode ser até que seja uma nova espécie da família dos carcarodontossaurídeos que era restrita ao Brasil (...). Mas precisamos de mais dados e fósseis que forneçam evidências mais concretas”, Lílian Paglarelli Bergqvist. Segundo Lílian, do Laboratório de Macrofósseis da UFRJ e uma das coordenadoras da pesquisa, o fóssil de dinossauro foi encontrado quase que por acidente, já que a investigação científica buscava inicialmente resquícios de mamíferos do período Cretáceo.
De acordo com Lílian, o pedaço de osso do crânio é a primeira evidência que comprova a existência desta família de dinossauros no Brasil. Anteriormente, apenas dentes foram encontrados em outra região do país, mas não forneciam informações suficientes para comprovar que esses répteis viveram por aqui.

Xenoceratops, nova espécie de dinossauro é descoberta


'Xenoceratops foremostensis' era um herbívoro de tinha 2 toneladas e parente do Tricerátops

A nova espécie de dinossauro foi batizado de Xenoceratops foremostensis, o animal possuía 6 metros de comprimento aproximadamente e pesava mais de 2 toneladas, de acordo com os cientistas. Ele seria herbívoro e teria chifres em posição incomum.
O réptil pré-histórico viveu há cerca de 80 milhões de anos na região de Alberta, no Canadá, segundo o estudo. Ele foi identificado a partir de fragmentos de crânios de três espécimes de dinossauros que haviam sido coletados na década de 1950 e que passaram despercebidos, não tendo sido estudados anteriormente.
"Esta descoberta de uma espécie de dinossauro antes desconhecida mostra a importância de ter acesso às coleções de materiais científicos", disse o paleontólogo do Museu Canadense da Natureza Kieran Shepherd, um dos co-autores da pesquisa, para o site da instituição. Os fragmentos estavam guardados no Museu Canadense da Natureza, em Ottawa, e foram encontrados pelos pesquisadores Michael Ryan, do Museu de História Natural de Cleveland, nos EUA, e por David Evans, professor da Universidade de Toronto.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Dinossauros usaram penas para atrair parceiros


Nos dinossauros, penas e asas podiam ter função reprodutiva

Pesquisas recentes têm mostrado que os dinossauros, em vez de possuir uma pele seca e escamosa como a dos lagartos, grande parte desses animais tinha a pele coberta de penas. Agora, um novo estudo publicado nesta sexta-feira na revista Science mostra que essas penas tinham um propósito mais "decorativo" do que se pensava. Ao analisar três fósseis recém-descobertos, cientistas concluíram que as penas e estruturas semelhantes a asas tinham função reprodutiva – elas ajudavam na hora do cortejo e do acasalamento.
O estudo foi publicado no site da revista "Science", nesta quinta-feira (25). Os fósseis, com cerca de 75 milhões de anos, foram encontrados em território canadense.
A presença de asas em dinossauros grandes demais para voar sugere que essas estruturas deveriam ter outra função nessa espécie. Segundo os pesquisadores, o fato de as penas maiores só se desenvolverem em indivíduos adultos indica que elas só seriam usadas quando o dinossauro atingisse a maturidade sexual.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Americano preso após leiloar dinossauro


O valor foi de US$ 1,05 milhão, a Mongólia alega que material teria sido retirado ilegalmente do país.

Em junho (2012), autoridades dos EUA confiscaram o esqueleto, que tem 2,4 metros de altura e 7,3 de comprimento, por causa de suspeitas apresentadas pela Mongólia de que o material teria sido retirado ilegalmente do deserto de Gobi. (Veja a Matéria) Segundo o advogado do americano Eric Prokopi, Michael McCullough, o esqueleto é na verdade uma espécie de "Frankenstein", reunindo partes de várias criaturas. A alegação foi contestada por promotores.
O comerciante de fósseis da Flórida tinha leiloado a peça por US$ 1,05 milhão (R$ 2,13 milhões) em maio. O material de divulgação do leilão sugeria que se tratava da reconstrução de um só animal, um tiranossauro bataar.
Prokopi, que se descreve como "paleontólogo comercial", foi preso na quarta-feira (17) em sua casa em Gainesville, no estado da Flórida (EUA).

sábado, 13 de outubro de 2012

Tricerátops


O tanque de guerra pré-histórico

Tricerátops, um dinossauro herbívoro que se deslocava sobre as quatro patas e é pertencente à família dos ceratopsídeos. Esta família é caracterizada por seus animais que possuíam grandes chifres na cabeça.
O primeiro Tricerátops foi descoberto em 1888, em Denver, nos Estados Unidos. Esta espécie de dinossauro viveu no período Cretáceo, era Mesozóica, há aproximadamente 66 milhões de anos na região a qual hoje denominamos como América do Norte. Era um grande animal que chegava a pesar até cinco toneladas, possuindo até nove metros de comprimento e 3,5 m de altura. Na linguagem científica recebeu o nome de Triceratops horridus.
Esse animal apresentava uma estrutura corporal muito forte. Não bastasse o fato de que viviam em bandos, o que os proporcionava mais segurança no combate a seus predadores, eram dotados de grande força física e chifres afiados. Possuía uma cabeça muito grande e extremamente caracterizada pela força. Seus hábitos alimentares faziam com que fossem dotados de maxilares laterais e bochechas fortes. Mesmo como herbívoros, seus dentes eram muito afiados e um bico curvado na ponta da boca, o que indica que provavelmente se alimentavam de plantas muito duras e resistentes.
A cabeça do Tricerátops, além de dotada de mecanismos que o favoreciam em seus hábitos alimentares, também constituía um grande elemento de defesa. Esse dinossauro era detentor de uma couraça que circulava sua cabeça, mas os principais elementos eram os chifres. O Tricerátops foi o maior dos dinossauros herbívoros que possuíam chifres, os quais apontavam sobre os olhos e sobre o nariz do animal.
Os chifres do Tricerátops são as principais características desse animal que atraem o interesse dos pesquisadores. Dois deles cresciam sobre os olhos e alcançavam enorme tamanho, já o terceiro era em tamanho bem mais reduzido e crescia sobre o nariz. Esses chifres eram usados provavelmente em duas situações. Uma das situações era para determinar a hierarquia no bando em que viviam, nos confrontos pelo acasalamento com as fêmeas os animais com maiores chifres e capazes de submeter o concorrente levavam a melhor. Já o outro momento em que tais chifres eram importantes era no combate pela sobrevivência contra seus predadores. Os três chifres mais a força muscular da cabeça do animal favoreciam ao Tricerátops uma grande defesa ao ataque dos carnívoros. Pesquisas recentes mostram que um ataque desse animal poderia ser tão fatal quanto o de um carnívoro, o que deixava a disputa intensa. O conflito entre o predador e o Tricerátops era decidido na primeira falha que um dos dois apresentasse, o que tornava a caça dos carnívoros pelos Tricerátops muito mais complicada.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Fóssil de ataque de aranha é descoberto


Âmbar, datada do início do período Cretáceo, entre 97 milhões e 110 milhões de anos atrás, com aracnídeo investindo contra uma vespa

Uma peça de âmbar – substância derivada de resinas de árvores e plantas pré-históricas que sofreram processos de fossilização – que guarda incrivelmente preservados o aracnídeo e o inseto data do início do período Cretáceo, entre 97 milhões e 110 milhões de anos atrás.
"Essa aranha estava prestes a jantar a pequena vespa, que subitamente se viu aprisionada na teia", diz Poinar. "Era o pior pesadelo da vespa. E o pesadelo nunca terminou", afirma o professor ao site da Universidade do Estado de Oregon. De acordo com ele, o âmbar é o mais antigo e único fóssil conhecido a retratar um ataque de aracnídeo.
Além da 'fotografia' da investida da aranha, a mesma peça de âmbar contém o corpo de outra aranha, um macho. Segundo os pesquisadores, trata-se da mais antiga evidência de comportamento social entre aranhas. Esse tipo de convivência ainda existe, mas é bastante rara. A maioria das espécies de aranha hoje, ao contrário, é solitária e agressiva. Tanto a aranha quanto a vespa da teia pertencem a espécies já extintas. A vespa, de acordo com Poinar, é de um grupo conhecido por parasitar ovos de aranhas e de outros insetos. Apesar de as aranhas terem surgido há 200 milhões de anos, o mais antigo fóssil já encontrado do aracnídeo data de 130 milhões de anos atrás.

Por que não podemos clonar dinossauros?


A resposta descoberta está no DNA

Cientistas australianos descobriram que o DNA não sobrevive mais do que 6,8 milhões de anos e por isso é "improvável" a extração de material genético dos dinossauros, que desapareceram há 65 milhões de anos.
"Estivemos permanentemente afligidos pelo mito criado por 'Jurassic Park' desde o início de 1990", disse ao diário Sydney Morning Herald Mike Bunce, um dos participantes da pesquisa.
A trilogia de Steven Spielberg avivou a crença de que o DNA dos dinossauros poderia ser extraído de mosquitos preservados em âmbar durante milhões de anos. Depois, os cromossomos desses grandes répteis da Era Mesozoica seriam reconstruídos para então reproduzi-los.
Para conhecer a viabilidade do experimento, Bunce e seu colega Morten Allentoft decidiram estudar o período de sobrevivência do DNA a partir dos restos de 158 moas, uma espécie de aves gigantes já extinta.
Nesta experiência, os pesquisadores descobriram que o DNA sobrevive em fragmentos ósseos por "apenas" 6,8 milhões de anos se for conservado a uma temperatura de -5ºC. Porém, nem tudo está perdido, o cientista australiano disse que é provável que se possa extrair uma quantidade significativa de DNA de restos fósseis com cerca de 1 milhão de anos conservados em ambientes gélidos e "fazer algo com eles". A maior dificuldade para extrair o DNA de insetos conservados em âmbar, uma vez que eles tendem a desintegrar-se devido a seu estado de decomposição e o DNA costuma estar contaminado e incompleto.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Menino de 11 anos encontra mamute preservado


Pesquisador diz se tratar do segundo exemplar mais bem conservado.

Segundo pesquisadores, um menino russo de 11 anos encontrou na Sibéria o mais completo corpo de mamute descoberto desde 1901. A carcaça de 500 kg tem parte da pele, músculos, uma orelha, uma presa, ossos, pênis e testículos.
Alexei Tikhonov, do Comitê de Mamutes da Academia de Ciências da Rússia disse que esse é o segundo exemplar mais bem conservado já encontrado desse tipo de bicho. Trata-se do primeiro achado com tanta qualidade desde 1901.
O animal, que será levado a Moscou, teria cerca de 15 anos quando morreu, ou seja, era bastante jovem, já que esses mamíferos viviam até 80 anos. Boris Kuznetsov, do Centro de Bioengenharia da mesma Academia de Ciências, avalia que não será possível clonar o mamute, segundo a Ria Novosti.
O mamute recebeu o nome de Zhenya devido ao menino que o avistou perto de uma estação meteorológica na península de Taimyr quando passeava com seu cachorro. A carcaça foi levada para a região de Krasnoyarsk para depois ser encaminhada a Moscou para ser estudada.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Primeiro dentista pode ter existido a 6,5 mil anos


Descoberta pode ser a evidência mais antiga de odontologia

Um dente de 6,5 mil anos de idade encontrado na Eslovênia, no Leste Europeu, pode ser o vestígio mais antigo da existência de um dentista, aponta um novo estudo italiano publicado na revista científica "PLoS One". Isso porque a coroa continha um preenchimento de cera de abelha que pode ter sido aplicado para diminuir a dor e a sensibilidade da pessoa.
A pesquisa liderada por Federico Bernardini e Tuniz Claudio, do Centro Internacional Abdus Salam de Física Teórica, analisaram um osso de mandíbula que incluía um dente humano. Em conjunto com o laboratório de física Sincrotrone Trieste e outras instituições, a equipe concluiu que a cera foi aplicada na época da morte do indivíduo, mas não é possível saber se foi antes ou depois.
Se o material foi colocado antes, provavelmente se destinou a reduzir o desconforto provocado por uma rachadura vertical nas camadas de esmalte (externa) e dentina (mais interna).
o desgaste severo do dente ocorreu possivelmente por um uso em atividades não alimentares, como a tecelagem, normalmente feita por mulheres do período Neolítico – entre 10 mil a.C. e 3 mil anos a.C.

Fósseis de Baleia encontrados em Iguape SP


Os fósseis são de Baleia Azul de 6 mil anos

Um morador da cidade de Iguape, encontrou o objeto na areia da praia e avisou a equipe do Laboratório de Estratigrafia e Paleontologia da universidade. O professor da área e oceanógrafo Francisco Buchmann foi até a praia do Leste, em Iguape, e constatou que o material se tratava de ossos de uma baleia, em processo de fossilização. No local havia parte do crânio da baleia, parte da mandíbula, escápula, vértebras, costelas e uma parte do ouvido característica da baleia azul (Balaenoptera musculus), o que pôde definir a espécie do animal.
Os alunos e pesquisadores da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de São Vicente, no litoral de São Paulo, recolheram os fósseis da baleia azul, exima-se que o fóssil esteja no local há pelo menos 6 mil anos.
Um total de oito peças estão sendo restauradas e preservadas pelo especialista. Uma parte de um fóssil foi encaminhado aos Estados Unidos para análise. "O importante é descobrir como a baleia chegou lá e o que aconteceu com ela", explica Buchmann. As amostras serão datadas por testes de carbono 14 e, de acordo com esse estudo, será possível saber a idade do crânio e algumas características do animal e da época em que viveu.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Fóssil de marsupial gigante é encontrado na Austrália


São fosseis de um diprotodonte, um marsupial gigante do tamanho de um rinoceronte que habitou a Terra na era do Pleistoceno

O esqueleto fossilizado foi descoberto por um trabalhador em uma fazenda de gado situada a dez horas em carro da cidade de Darwin, no norte da Austrália e foi entregue há um mês às autoridades australianas, segundo informou a agência local AAP.
"Qualquer jazida da era do gelo no norte tropical da Austrália é muito, mas muito rara", comentou Adam Yates, do departamento de Ciências Terrestres do Museu da Austrália Central, que considera que a chegada dos seres humanos à Austrália "é significativa" para explicar a extinção da megafauna da ilha-continente.
O diprotodonte era um marsupial da era do Pleistoceno que caminhava em quatro patas e se parecia com o vombate, embora tivesse o tamanho de um rinoceronte ou um hipopótamo.
Estes animais de três metros de comprimento e dois metros de altura tinham um par de incisivos proeminentes, mas eram herbívoros e habitavam as florestas abertas e planos semi-áridos da Austrália.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Clonagem de mamute está próxima


Restos congelados e bem preservados de Mamute podem conter células vivas

Esse tipo de descoberta sempre levanta a hipótese de se criar um clone. Cientistas descobriram na Sibéria restos congelados e bem preservados de mamute-lanoso (Mammuthus primigenius) que podem conter células vivas e levar à clonagem desse animal, afirmou uma missão da Universidade Federal do Nordeste da Rússia na terça-feira.
Foram encontrados pelos, tecidos macios e medula a 100 m de profundidade durante uma expedição à província de Yakutia. O grupo, formado por pesquisadores russos e sul-coreanos, estabelece como meta encontrar células vivas para a clonagem da espécie. "Apenas através de pesquisa em laboratório se saberá se essas células estão vivas ou não", disse Semyon Grigoryev, líder da expedição, ao site Vzglyad. Segundo o cientista, até o fim do ano essa análise laboratorial deve estar pronta.
O mamute-lanoso pode ter sido extinto a 10 mil anos atrás. Boa parte do código genético dessa espécie já foi decifrada e os pesquisadores acreditam que a clonagem é possível se forem encontradas células vivas desses animais no permafrost.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Fóssil de tartaruga mais antigo é apresentado


Tartaruga viveu há cerca de 250 milhões de anos

O fóssil mais antigo já encontrado de uma tartaruga foi apresentado por cientistas poloneses. O animal que deixou na rocha vestígios claros de seu casco viveu há cerca de 250 milhões de anos, segundo Tomasz Sulej, do Instituto de Paleobiologia de Varsóvia, pesquisador responsável pela descoberta. Tomasz Sulej disse que o fóssil foi encontrado perto da vila de Poreba, em uma região conhecida como Jura Krakowsko-Czestochowska. Essa área montanhosa fica a cerca de 200 km da capital Varsóvia, e foi palco de alguns dos principais achados pré-históricos da Polônia.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Fóssil de mamífero misterioso é encontrado


O fóssil único de Ernanodon antelios disponível até hoje, faltavam muitas peças.

O espécime foi encontrado na Mongólia e analisado por uma equipe de especialistas russos. O fóssil de um mamífero que viveu 57 milhões de anos atrás pode ajudar a explicar como ocorreu a evolução dos animais que passaram a dominar a Terra após a morte dos dinossauros. Na imagem, fósseis de um pangolim chinês moderno (acima) e do 'Ernanodon' (Foto: Peter Kondrashov/Divulgação).
Em 1979, um fóssil já havia sido encontrado na União Soviética, mas estava incompleto. A descoberta mais recente trouxe peças que faltavam na montagem do quebra-cabeça.
O atual estudo, publicado pelo “Journal of Vertebrate Paleontology”, concluiu que esse animal está na base da evolução que levou à família dos pangolins – um animal nativo da Ásia e da África que tem o corpo coberto por escamas e se alimenta de insetos.

Animais mais antigos já preservados em âmbar

Dois ácaros e uma mosca de 230 milhões de anos foram achados na Itália

Os animais mais antigos já preservados em âmbar, uma resina de árvore fossilizada capaz de manter bichos pré-históricos da mesma forma como eram em vida, foram descobertos por cientistas na Itália. Na imagem, Trasacarus fedelei (à esquerda) e Ampezzoa triassica (Foto: A. Schmidt/University of Göttingen/PNAS/AP).
Os três pequenos espécimes têm cerca de 230 milhões de anos, 100 milhões a mais que as criaturas mais velhas conhecidas até agora. O achado está descrito na edição desta segunda-feira (27) da revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS).
Os artrópodes – categoria de invertebrados que inclui insetos, crustáceos e aracnídeos – morreram nessa "armadilha" que parece uma seiva durante o período geológico Triássico. Dos três bichos, dois são ácaros microscópicos (chamados de Trasacarus fedelei e Ampezzoa triassica) e o outro é uma mosca menor que uma mosca-da-fruta (Drosophila melanogaster). Leia a matéria completa no G1 da Globo.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Alexander Kellner fala sobre Fóssil de Inseto na coluna de Agosto


A coluna "CAÇADORES DE FÓSSEIS" de Alexander Kellner, do mês de agosto, acaba de ser publicada comentando a descoberta de um inseto de 370 milhões de anos.

Essa nova espécie de inseto, encontrada em depósitos de 370 milhões de anos na Bélgica (Leia a Matéria) é tema da coluna de Alexander Kellner deste mês. Embora não esteja bem preservado, o fóssil pode ajudar na compreensão dos estágios iniciais da ocupação dos ambientes terrestres.
Nas PALEOCURTAS é apresentado um estudo sobre a alimentação de hominídeos extintos, o achado de um crânio completo de um dinossauro saurópode dos Estados Unidos, além de pegas de depósitos triássicos do Rio Grande do Sul.
Também é destacado o VIII Simpósio Brasileiro de Paleontologia de Vertebrados em Recife, a organização de um simpósio sobre répteis voadores no Rio de Janeiro e um estudo sobre a fauna de dinossauros da Austrália.

A coluna "CAÇADORES DE FÓSSEIS" está no site Ciência Hoje, acesse.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

"Projeto dinossauro" lança 1º Trailer

O filme Projeto dinossauro estréia no Brasil em 07/09/2012

A história do filme é de uma médica que acompanha pai e filho que querem fazer um documentário durante uma viagem ao Congo. Uma equipe de filmagem segue em uma expedição exploratória até o Congo – na qual, escondidas bem no meio da floresta, eles acabam descobrindo algumas espécies de dinossauros que deveriam estar extintas há 65 milhões de anos.
Mas o tempo amadureceu estes predadores, que um dia dominaram a Terra, e os exploradores humanos agora são presas, correndo por suas vidas. Quando as fitas desta viagem são encontradas, a verdade finalmente vêm à tona para quem achou que eles estavam extintos. Uma mistura de “Jurassic Park” e “A Bruxa de Blair”.
Projeto Dinossauro terá como elenco principal: Dr. Liz Draper (Natasha Loring), Marchant (Richard Dillane), Luke Marchant (Matt Kane), Charlie Rutherford (Peter Brooke) e Dave Moore (Stephen Jennings)

Assista o Trailer:

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Arqueólogos desenterram fragmentos de ossos humanos em BH

Um crânio adulto, provavelmente de um homem, foi encontrado. Os arqueólogos estimam que ele tenha de 8,2 mil a 8,4 mil anos.

Arqueólogos desenterraram milhares de fragmentos de ossos humanos, de conchas e de pedras. Este é o resultado de seis semanas de escavações feitas por uma equipe multidisciplinar composta por arqueólogos, bioantropólogos, geólogos, geógrafos, historiadores e artistas plásticos no distrito de Mocambeiro, em Matozinhos, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os profissionais estavam à procura de sepultamentos que ocorreram, de acordo com eles, há mais de 8,2 mil anos em um sítio arqueológico chamado Lapa do Santo.
A próxima etapa termina neste domingo (5). De acordo com o arqueólogo e coordenador da iniciativa, André Strauss, de 28 anos, quatro sepultamentos humanos, ferramentas, chifres de animais e centenas de lascas de pedras de quartzo foram localizados nos seis metros cúbicos de escavações. A expedição começou com 35 integrantes e terminou com 19. Leia na integra pelo G1 da Globo.

Veja todas as fotos dos Arqueólogos

Fóssil quase completo de inseto foi encontrado

Strudiella devonica, é a ponte entre o Rhyniella praecursor e o período Carbonífero

Os Cientistas do Museu Nacional de História Natural da França anunciaram quarta-feira (1º) a descoberta do primeiro fóssil quase completo de um inseto pré-histórico com 8 milímetros de comprimento, tórax separado da cabeça e do abdome, três pares de patas e com cerca de 365 milhões de anos.
O fóssil do inseto, Strudiella devonica, que teria existido no período Devoniano Superior, foi descoberto pela equipe de André Nel em um sítio da localidade de Strud (província de Namur), na Bélgica. Sua descoberta foi publicada na revista científica britânica Nature.
"É o primeiro fóssil quase completo do período Devoniano", afirmou André Nel à AFP. "Foi nesta época que estes animais começaram a se diversificar, a conquistar as terras emersas", disse André Nel.
"É um marco, uma testemunha" que confirma as datações moleculares (feitas a partir do estudo de DNA), segundo as quais "os insetos são muito antigos", completou Nel.
O novo achado, Strudiella devonica, é a ponte entre o Rhyniella praecursor, com 400 milhões de anos, colêmbolo considerado um parente próximo dos insetos, e o período Carbonífero (entre 300 e 330 milhões de anos), rico em fósseis de insetos de todo tipo.

Fósseis de dinossauro são encontrados no Maranhão

O fóssil é um dos mais antigos e maiores do grupo de noassaurídeos já encontrado na América do Sul.

Segundo o paleontólogo Rafael Lindoso, doutorando do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a pesquisa mostrou que o animal era de uma espécie rara e tinha uma dentição incomum entre os dinossauros carnívoros com “bordas serrilhadas que percorriam a face lateral dos dentes, e não a região anterior e posterior, como comumente se observa na grande maioria dos dinossauros carnívoros.” A provável dieta do noassaurídeo brasileiro era à base de peixes. [Na imagem, a reconstituição de um animal da espécie encontrada em Madagascar, conhecida como "Masiakasaurus knopfleri", que é semelhante à nova espécie brasileira identificada no Maranhão].
Após as análises, os pesquisadores também descobriram que o animal pertence ao grupo dos noassaurídeos, mas a espécie não recebeu nome devido à quantidade insuficiente de material fóssil. Os fósseis do dinossauro brasileiro estão guardados na coleção paleontológica da UFMA.
“Serão necessários novos achados em melhor estado de preservação para que possamos batizar a nossa espécie. Entretanto, as informações reunidas até o momento nos permite afirmar que se trata de um novo grupo de dinossauros identificado no Brasil, conhecido como Noassaurídeos, e um dos mais antigos do mundo”, explicou o pesquisador.
Essa descoberta ocorreu após cinco anos de análises em fósseis de nove dentes pertencentes a uma espécie desconhecida de dinossauro, que foram retirados de uma pedra da Laje do Coringa. O material foi recolhido durante coleta de fósseis feita por estudantes de graduação do curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Dinossauro Diplodoco comia folhas diz nova descoberta

Antes do novo estudo os cientistas achavam que sua alimentação era de casca de árvores

O Diplodoco (Diplodocus longus) foi descoberto há 130 anos. Era um saurópode, dinossauro com longos pescoço e cauda que andava sobre as quatro patas. Estima-se que tivesse até 52 metros de comprimento (6 metros só de pescoço) e pesasse mais de 12 toneladas.
Acreditava-se que o Diplodoco usava a força das mandíbulas para arrancar as lascas das árvores. Mas a simulação dos movimentos do dinossauro, por meio de modelagens tridimensionais, desautoriza esta hipótese. O estudo foi publicado no periódico científico Naturwissenschaften. “Descobrimos que esse processo colocaria muita tensão e pressão na mandíbula e no crânio do dinossauro, o que poderia resultar em dano aos ossos e até quebrar os dentes”, diz Casay Holliday, da Universidade de Missouri.
A simulação feita pelos pesquisadores mostrou que a estratégia alimentar mais provável do Diplodoco era alimentar-se das folhas de ramos que puxava dos galhos. “Desta forma, ele não sofreria nenhuma lesão, nem perderia os dentes”, diz Holliday. Leia na integra no site da Veja.

Dinossauros foram extintos por meteóro, diz novo estudo

Nova teoria desafia estudo que tratava fim dos dinossauros como gradual.

Fósseis de uma espécie de dinossauro encontrados nas montanhas dos Pirineus, uma cordilheira localizada na fronteira entre Espanha e França, reforça a hipótese de que a extinção destes animais foi repentina, como consequência do impacto de um asteroide sobre a Terra.
Um estudo publicado na revista científica "Paleo 3" mostra uma análise indicando que os saurópodes, dinossauros herbívoros de pesçoco e cauda longos e andar quadrúpede,- mantiveram sua diversidade até a extinção, ocorrida há 65 milhões de anos.
Essa nova teoria contesta estudos que abordavam a extinção e a tratavam como um fato gradual, ou seja, que os dinossauros foram desaparecendo aos poucos, informou o Instituto Catalão de Paleontologia.
Os autores doo estudo destacam que a extinção dos dinossauros é um dos fatos mais relevantes da história da vida na Terra ao se relacionar com o impacto de um grande objeto extraterrestre.
Há poucos lugares no mundo com um registro fóssil de dinossauros que coincide com o limite do Cretáceo. Neste sentido, o artigo demonstra que os Pirineus constituem um lugar ideal para responder se o impacto do asteroide foi a causa da extinção dos dinossauros ou não.
A maior parte da informação registrada até a atualidade se baseava em dados do registro fóssil de dinossauros encontrados no oeste da América do Norte. Segundo os pesquisadores, é a primeira vez que se estudam fósseis de dinossauros saurópodes da Europa nos últimos milhões de anos do Cretáceo.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Idade da Pedra surgiu 20 mil anos antes do que se acreditava

Fósseis de adornos usados por seres humanos modernos há 44 mil anos no sul da África foram encontrados

Cientistas afirmam que em análise de datação de carbono dos objetos encontrados no sopé das montanhas Lebombo em KwaZulu-Natal, África do Sul, revelou que a cultura dos bosquímanos é mais antiga que 44 mil anos, muito mais do que estudos anteriores que afirmavam se tratarem de um povo de 10 mil ou 20 mil anos de idade. Os pesquisadores afirmam que estes itens foram amplamente utilizados e servem para antecipar a cultura moderna. O período conhecido como Fim da Idade da Pedra, chamado por arqueólogos como Período do Paleolítico Superior, marca a migração de humanos modernos da África para a Europa, cerca de 45 mil anos atrás. Eles se espalharam rapidamente e, eventualmente, conduziram os neandertais à extinção.
"Eles se adornavam com ovo de avestruz e contas de conchas marinhas, e também usavam ossos. Eles conseguiram modelar ossos finos para usar como furadores e pontas de flechas envenenadas. Um dos lados era decorado com sulco espinhal e preenchido com ocre vermelho, algo que se aproxima muito das marcas utilizadas pelo povo bosquímano para identificar as lanças para caça ", disse Lucinda Backwell, uma das pesquisadoras do estudo. Leia mais na matéria do IG.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Fósseis sugerem planícies mais antigas do mundo

Fósseis de Ancestrais do chinchila indicam que os Andes foram planícies repletas de gramas cerca de 15 milhões de anos

Uma pesquisa publicada nesta semana no periódico do Museu Americano de História Natural, o American Museum Novitates, mostra que pesquisadores do Museu Americano de História Natural, da Universidade da Califórnia e da Universidade Case Western Reserve, nos Estados Unidos, encontraram fósseis de duas novas espécies de roedores que habitavam a América do Sul, incluindo o mais antigo chinchila, em um local que pode ter sido a pradaria mais antiga do mundo.
As duas espécies viviam em uma cadeia de vulcões há 32,5 milhões de anos, uma planície repleta de gramas. A análise dos dentes do ancestral da chinchila indica que esses animais viveram em um ambiente aberto e seco cerca de 15 milhões de anos antes de as pastagens surgirem em outras partes do mundo – ou seja, são os primeiros ecossistemas deste tipo de que se tem notícia.

Matéria do Site Veja.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Ossos encontrados podem ser de Mona Lisa

Restos mortais foram achados por arqueólogos em convento de Florença na Itália e podem ser de modelo do quadro Mona Lisa

Historiadores anunciaram que encontraram uma ossada no convento de Santa Úrsula, em Florença, na Itália, que, supostamente, pode ser da modelo que posou para Leonardo da Vinci durante a produção do quadro Mona Lisa.
A pintura a óleo realizada sobre um painel de madeira, entre 1503 e 1506, representa, provavelmente, o busto, da florentina Lisa Gherardini (1479-1572), também conhecida como Lisa del Giocondo.
A identidade da modelo nunca foi estabelecida com segurança. Pesquisadores italianos especializados em esclarecer mistérios artísticos haviam afirmado em fevereiro de 2011 que Leonardo da Vinci havia usado uma garota como um modelo para a Mona Lisa.

Os pesquisadores submeterão agora os restos do esqueleto conservado a uma série de testes para confirmar se pertencem a Gherardini, na esperança de reconstruir seu rosto e compará-lo com os traços faciais da pintura de Da Vinci.
"Os testes com carbono-14 nos permitem datar o período para saber se os restos são de meados do século XVI. Depois faremos testes para conhecer a idade da pessoa quando morreu. Sabemos que Gherardini tinha 62 ou 63 anos quando morreu", afirmou Silvano Vinceti, diretor da equipe de arqueólogos.
"Depois vem o teste mais importante, o do DNA, porque temos os restos mortais de suas filhas. Se corresponderem, saberemos que são os restos da modelo que inspirou a Mona Lisa", acrescentou o arqueólogo, que também preside o Comitê Nacional Italiano para o Legado Cultural.
Se for confirmada a identidade do esqueleto, os investigadores iniciarão um processo de dois meses para reconstruir o rosto.


As informações são da France Presse e do Daily Mail, publicadas no G1 da Globo.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

O ‘elo perdido’ entre dinossauros e aves é encontrado

Os fósseis encontrados possuem ovos inteiros e alguns quebrados, medindo aproximadamente 7 centímetros de altura e 4 centímetros de diâmetro, com casca medindo 0,27 mm de espessura.

O ovo descoberto representa, de certa maneira, o elo perdido entre dinossauros e aves, pois tem como forma, a ponta mais larga contém um saco de ar que permite a respiração. Este passo evolutivo ainda era relativamente subdesenvolvido em dinossauros. Os ovos de dinossauros não-aviários são simétricos e alongados. Assimetria em ovos de aves está associada à fisiologia: recebem essa forma dada a existência de apenas um oviduto que pode formar somente um ovo de cada vez. Neste caso, o istmo – região no oviduto que cria a membrana da casca do ovo – é o que permite a forma assimétrica. O ovo descoberto na área Montsec de Lérida, perto da Catalonia no leste da Espanha, possui características de ambos os grupos de animais.
Este ovo de dinossauro datando de 70 a 83 milhões de anos tem forma oval característica, similar com ovos de galinha com um tipo de bolsão de ar interno, que os pássaros atuais usam para respirar nos últimos estágios do desenvolvimento.
Recebeu nome científico como sendo da espécie Sankofa pyrenaica e é o primeiro ovo do mundo encontrado com uma forma oval.
Nieves López Martínez, paleontólogo da Universidade Complutense de Madrid, estava trabalhando na pesquisa e interpretação dos dados, mas faleceu em Dezembro de 2010. Vincens Enric, paleontólogo da Universidade Autônoma de Barcelona e parceiro de Martínez, realizou uma análise exaustiva após a descoberta do ovo, publicando as conclusões na revista Palaeontology.
Matéria do Jornal Ciência

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