quinta-feira, 29 de março de 2012

Fóssil de pé pode mudar estudo da evolução humana


Estudo mostra que 'Australopithecus' conviveu com outros hominídeos.

O fóssil de um pé encontrado na Etiópia pode mudar concepção dos cientistas sobre as espécies que deram origem aos humanos modernos. Segundo um estudo publicado nesta quarta-feira (28) pela revista científica “Nature”, estes ossos mostram que diferentes espécies de hominídeos evoluíram paralelamente.
Os pesquisadores não sabem ao certo a que espécie pertencem os dedos e parte do peito do pé analisados. No entanto, eles têm certeza de que não se trata do Australopithecus afarensis, espécie da “Lucy”, famosa ossada de hominídeo encontrada na década de 1970.

Até agora, os cientistas pensavam que o Australopithecus era a única espécie de hominídeo que viveu na região entre três milhões e quatro milhões de anos atrás. O fóssil analisado é de um animal que viveu há 3,4 milhões de anos, o que indica que estas duas espécies coexistiram.
Mesmo sendo uma parte pequena do corpo, o pé diz muito sobre a vida destes hominídeos. A estrutura lembra a do Ardipithecus ramidus, que viveu há 4,4 milhões de anos.
O dedo polegar se opõe aos demais – como em uma mão humana –, o que é um sinal de que eles eram adaptados a viver em árvores. O Australopithecus, por outro lado era bípede e tinha os dedos dos pés alinhados, como os humanos modernos.

Fonte G1 da Globo

Crocodilo pré-histórico, brasileiro ajuda na descoberta



Animal teria vivido na Terra há 130 milhões de anos, junto com dinossauros.

Crânio com um metro de comprimento foi encontrado no Reino Unido.

Um brasileiro é um dos responsáveis pela descoberta e descrição de uma nova espécie de crocodilo que teria vivido na Terra há 130 milhões de anos, juntamente com os dinossauros.
A pesquisa se baseou em um crânio fossilizado, com um metro de comprimento, encontrado ao acaso em 2007, nos arredores dos pântanos de Swanage, uma vila litorânea de Dorset, no Sul da Inglaterra.
A espécie batizada de Goniopholis kiplingi foi examinada durante cinco anos por cientistas da Universidade de Bristol, que compararam o fóssil com amostras de outras espécies.
De acordo com Marco Brandalise de Andrade, pós-doutor pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) -- e um líder da descoberta, feita em parceria com outros cientistas britânicos -- a nova espécie tem parentesco com outros crocodilianos.

“Foi uma experiência fantástica, porque este é provavelmente o exemplar de Goniopholis com melhor preservação já encontrado e eu o tive à disposição por um longo tempo. Foi então que pude verificar o parentesco estreito com outros Goniopholis europeus, mas também suas diferenças, como ossos lacrimais muito mais alongados", disse Andrade. Embora outros restos do Goniopholis já tenham sido encontrados na Inglaterra há mais de um século, os ossos do crânio descoberto são mais alongados, além de apresentarem outras diferenças sutis em sua mandíbula superior.
Tecnologias avançadas de scanner e reconstrução por computador foram utilizadas na análise do fóssil para elaborar um modelo em 3D. A descoberta deve ajudar os pesquisadores a calcular o número de espécies, já que esta espécie teria vivido apenas na Inglaterra.

Na foto, o pesquisador brasileiro Marco de Andrade à esquerda, junto com Ray Barnet e Remmert Schoutenm co-autores do estudo científico, no dia em que foram realizar a tomografia do crânio do crocodilo pré-histórico.

Fonte G1 da Globo

quarta-feira, 28 de março de 2012

Fóssil de Aranha inaugura ARACNO Jurássico

Fóssil de aranha com 165 milhões de anos inaugura mais um segmento dos ARACNO Blog´s

O ARACNO Jurássico apresentará as mais incríveis descobertas do mundo perdido no tempo e que só nos deixou pistas para decifrar. Claro que para dar início, selecionamos a última descoberta de uma Aranha de aproximadamente 165 milhões de anos, fascinante.


Fósseis de aranha encontrados na China têm detalhes muito bem preservados
A série de fósseis de aranhas de 165 milhões de anos encontrada em Daohugou, no norte da China, impressionou os pesquisadores por estar extremamente bem preservada - afinal, vestígios de aranhas são muito raros, uma vez que seus corpos macios não são fossilizados tão facilmente.
O corpo dos animais encontrados, sem contar as patas, tem cerca de 2,5 milímetros; eles viviam em ambientes áridos, se alimentavam de praticamente qualquer coisa menor que si mesmos e saiam à noite – hábitos idênticos aos observados nas aranhas atuais da mesma família.

Nos fósseis, inclusive, é possível ver os pelos muito finos usados para detectar a vibração do ar.

Para Paul Saden, Professor Benemérito da Universidade do Kansas e um dos autores do estudo, o local em que os animais estavam permitiu este nível de preservação. “Eram cinzas vulcânicas, um material muito fino”, explica. “Quando a rocha foi comprimida, a delicadeza das cinzas permitiu que todos os detalhes fossem mantidos. Se fosse areia, por exemplo, cujos grãos são mais grossos, não teríamos tanta sorte”.

Foi o colega chinês de Saden, Diying Huang, do Instituto de Geologia e Paleontologia de Nanjing, quem encontrou os fósseis. Ele procurou o professor americano em 2008, mas só no final do ano passado a dupla terminou de descrever as Eoplectreurys gertschi. As seis aranhas encravadas na mesma rocha foram descritas este mês na Naturwissenschaften.
A espécie pertence a uma família moderna, a Plectreuridae, que vive atualmente em locais áridos como a Califórnia, Arizona e México. As semelhanças entre os fósseis e as atuais aranhas dessa família são tantas que é quase como se elas não tivessem mudados em milhões de anos.
“Alguns animais, quando acham um nicho próprio, tornam-se adaptados a ele. Se o habitat não muda, não há motivo para mudar, e este parece o caso das Plectreuridae”, explica Paul Saden, que há mais de 30 anos trabalha com os aracnídeos.

“Já as aranhas que pulam, por exemplo, são um fenômeno recente – têm cerca de 40 milhões de anos. Elas evoluem e se diversificam rapidamente. A evolução acontece, mas em algumas linhagens os animais permanecem quase os mesmos”, diz.

Fonte de EXAME Info, por Paula Rothman, de INFO Online


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