terça-feira, 24 de abril de 2012

Alexander Kellner, "Caçadores de Fósseis"

Alexander Kellner, paleontólogo e colunista no site da Revista Ciência Hoje


O ARACNO Jurássico não poderia deixar de ter, encravado na rocha do blog, uma das pessoas mais importantes da paleontologia. Alexander Kellner pesquisador do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) é colunista no site da Revista Ciência Hoje, a coluna Caçadores de fósseis é publicada na segunda sexta-feira do mês. Ela é mantida desde dezembro de 2004 pelo paleontólogo. Seus textos discutem novidades da pesquisa de fósseis.

Alexander Kellner, 38 anos, iniciou sua aventura em busca de fósseis de dinossauros na Bacia do Araripe, no Ceará. No 15º dia de escavações, encontrou uma ossada, hoje identificada como a de um filhote carnívoro, que viveu há 110 milhões de anos no Brasil, recém-batizado de Santanaraptor placidus. Junto com os ossos, foram encontrados músculos, couro e vasos sangüíneos do animal. A descoberta pode fazer os paleontólogos reviverem o sonho do filme Jurassic Park, de Steven Spielberg: a reconstituição do código genético de um dinossauro.
Kellner participou da descoberta e descrição de 30 novas espécies de vertebrados fósseis e publicou mais de 120 estudos inéditos em periódicos nacionais e internacionais. Ao todo, conta com mais de 460 publicações, entre artigos de periódicos, capítulos de livros, resumos e artigos de divulgação científica. O colunista é autor de seis livros, entre os quais duas obras de divulgação científica: Os senhores do céu do Brasil e Na terra dos titãs.

Conheça todo seu trabalho na coluna "Caçadores de Fósseis" e sua história em "Conheça o Colunista". Tudo no site Ciência Hoje, a maior referência em tudo o que é relacionado a ciência.


quinta-feira, 19 de abril de 2012

Pré-histórico 'gaúcho' herbívoro e tinha dentes-de-sabre


Ossos do Tiarajudens eccentricus mostram dente-de-sabre e dentes no interior da boca 

Um animal que viveu há mais de 260 milhões de anos teria sido o primeiro terápsido - ancestral dos mamíferos - a possuir dentes-de-sabre, além de dentes parecidos com os da capirava, mas localizados no céu da boca (palato). O fóssil da nova espécie (Tiarajudens eccentricus) foi descoberto por uma equipe de pesquisadores no distrito de Tiaraju, em São Gabriel, no Rio Grande do Sul.
A novidade é tema da edição desta semana da revista "Science", da Associação Americana para Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês), umas das principais publicações científicas do mundo.
O professor Juan Carlos Cisneros, da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e um dos autores do estudo, explicou em entrevista ao G1 da Globo que este animal possui características únicas entre os que viveram na Era Paleozoica (entre 550 milhões a 250 milhões de anos atrás). Leia a entrevista.

Desenho mostra como seria o animal, com dentes-de-sabre salientes e outros similares aos de capiravas, ideais para tritutar vegetais fibrosos. (Crédito: Cortesia Juan Carlos Cisneros)
A pesquisa divulgada na publicação americana trata somente dos dentes do animal, mas Cisneros afirma que estudos posteriores com membros anteriores e inferiores já iniciaram.

Lacuna geológica explica explosão evolutiva há 600 milhões de anos


Processo alterou química da água e provocou mudanças nos seres vivos.

Matéria do G1 da Globo.
Há muito tempo, os biólogos sabem que, há cerca de 530 milhões de anos, o mundo passou por um período conhecido como “explosão cambriana”, quando organismos mais simples evoluíram para uma forma mais parecida com a que temos hoje, com o surgimento dos vertebrados.
Há muito tempo, os geólogos conhecem um fenômeno chamado “grande discordância”. Em alguns locais, como no Grand Canyon, nos Estados Unidos, pedras arenosas com 525 milhões de idade ficam lado a lado com rochas bem mais antigas, de até 1,74 bilhão de anos.
Um estudo publicado nesta quarta-feira (18) pela revista “Nature” buscou uma interseção entre as duas áreas de conhecimento e mostrou que os dois fenômenos podem ter a mesma causa.
Durante a explosão cambriana, formaram-se três minerais que hoje são importantíssimos para a vida como a conhecemos: o fosfato de cálcio, presente em ossos e dentes, o carbonato de cálcio, que aparece na casca dos invertebrados, e o dióxido de silício, presente no plâncton, a base da cadeia alimentar marinha.
“É provável que a biomineralização não tenha evoluído para alguma coisa, mas sim em resposta a alguma coisa”, afirmou o autor Shanan Peters, professor de geociências e autor do artigo, em material divulgado pela Universidade de Wisconsin, em Madison, nos EUA, onde ele trabalha.
Essa “alguma coisa” que motivou a evolução da vida foi, de acordo com a teoria dele, a mesma que provoca a lacuna percebida pelos geólogos: o movimento dos mares.
Há cerca de 650 milhões de anos, o nível do mar variava muito, pelo menos na América do Norte, onde o estudo foi feito. Era como se sucessivos tsunamis atingissem a região repetidamente. A rocha molhada reagia com o ar e liberava íons de elementos como cálcio, ferro e potássio. Em seguida, quando a maré subia, levava estes íons de volta para o mar.
Assim, a mudança na química da água teria sido um estímulo para a evolução dos seres vivos. Paralelamente, as rochas desgastadas vieram a ser cobertas por rochas mais novas, o que explica a lacuna na idade das rochas.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

40 ovos de dinossauro são encontrados

Cientistas da Chechênia encontram cerca de 40 ovos de dinossauro


Cientistas  chechenos, descobriram um "esconderijo" de ovos fossilizados de dinossauros em uma área montanhosa no sul da república. Segundo o site da Radio Free Europe, uma equipe de geógrafos fez a descoberta em uma expedição para estudar duas desconhecidas cachoeiras na última segunda-feira, 9 de abril.

"Existem pedregulhos no declive da montanha, e entre eles notamos uma espécie de globos lisos e macios", afirmou Magomed Dzhabrailov, geógrafo da Universidade do Estado da Chechênia. "Chegamos perto e vimos que não eram pedras. Concluímos, então, que eram ovos de dinossauro, por causa das cascas, claras e gemas que eram bem nítidas. O diâmetro do ovo varia entre 63 centímetros e um metro", contou.

Especialistas acreditam que os cerca de 40 ovos são datados de 60 milhões de anos atrás, época de extinção dos dinossauros no planeta. Um grupo de paleontologistas foi enviado a Moscou para estudar as amostras e conduzir testes de radiocarbono nas mesmas.

Os cientistas chechenos afirmam ter 90% de certeza de que encontraram ovos pré-históricos, que foram gerados por dinossauros herbívoros.


"Encontramos cerca de 40 ovos até agora; o número exato ainda não foi estabelecido", disse o geólogo Said-Emin Dzhabrailov, da Universidade Estadual da Chechênia. "Pode haver muitos outros debaixo da terra".
A descoberta foi feita quando uma equipe de obras explodia uma encosta para construir uma estrada perto da fronteira da região com a Geórgia, nas montanhas do Cáucaso.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Mamute mais bem conservado do mundo é exposto


Mamute mais bem conservado do mundo será exposto em Hong Kong

Lyuba viveu há cerca de 42 mil anos e morreu com um mês de idade.
Animal foi encontrado no gelo da Rússia, em 2007.


Na foto, funcionários de um museu de Hong Kong preparam a exibição da bebê mamute Lyuba. O animal foi encontrado na Península de Iamal, no norte da Rússia, em 2007, preservado no gelo. Lyuba é considerada a espécime de mamute mais bem conservada do mundo. Ela viveu há cerca de 42 mil anos e morreu com apenas um mês de idade. Seu corpo ficará exposto em Hong Kong da próxima quinta (12) até o dia 10 de maio (Foto: AP Photo/Kin Cheung).

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Fóssil mais completo do mundo de ancestral dos dinossauros


Prestosuchus chiniquensis, fóssil mais completo do mundo

Divulgado dia 14 de maio de 2010, um dos achados mais perfeitos da história da paleontologia, pesquisadores brasileiros descobriram o fóssil mais completo do mundo de um predador temível que vagava pela Terra antes dos dinossauros. A criatura de 6,7 metros de comprimento, chamado de Prestosuchus chiniquensis, viveu há cerca de 238 milhões anos atrás. Pesando aproximadamente 408 kg, ele pertencia a uma família de répteis chamados Tecodontes e tinha um crânio grande, profundo, com dentes serrilhados e uma longa cauda.
Em bom estado de preservação, o fóssil foi encontrado por uma equipe da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA) na região de Dona Francisca, a 260 Km de Porto alegre. O material estava localizado numa formação de rochas sedimentares, que era um lago a milhões de anos atrás.
Segundo palavras do biólogo Lúcio Roberto da Silva, que liderou a pesquisa junto com o paleontólogo Sérgio Cabreira, “É algo que jamais poderia imaginar – a qualidade da conservação e do tamanho dos fósseis são sensacionais. Eles eram predadores surpreendentes. Esta descoberta irá permitir uma melhor compreensão da anatomia do Prestosuchus e facilitar a reconstrução mais precisa do esqueleto do animal”.

Também é a primeira vez que são encontradas as patas traseiras em bom estado de conservação, o que ajudará a descobrir como essas criaturas se moviam. Essa espécie foi descoberta pela primeira vez no Brasil pelo paleontólogo alemão Friedrich von Huene, em 1983.

Texto tirado do blog.censanet,

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Fósseis de 280 milhões de anos são encontrados no Brasil


São embriões de mesosauros, os répteis aquáticos mais antigos do mundo

Uma equipe internacional de cientistas descobriu no Brasil e no Uruguai alguns fósseis de embriões de répteis com aproximadamente 280 milhões de anos, informou nesta terça-feira o Centro Nacional de Pesquisas Científicas da França (CNRS).
Os embriões destes répteis pré-históricos e aquáticos, denominados mesosauros, são 60 milhões de anos mais velhos que os que haviam sido registrados até agora.

O estudo, publicado na revista científica Historical Biology, apresenta novas informações sobre o modo de reprodução dos mesosauros.

A pesquisa sugere que esses répteis eram vivíparos (quando o embrião se desenvolve dentro da fêmea) e não ovíparos (quando se desenvolve em um ovo). Isso porque foi possível demonstrar que os mesosauros armazenavam os embriões no útero durante a maior parte de seu desenvolvimento.

Mas o estudo não é conclusivo: os pesquisadores também encontraram um ovo isolado, o que não permite descartar a hipótese da oviparidade. Uma possível explicação é que os mesosauros do Uruguai botavam ovos em um estado avançado de desenvolvimento.

O achado "é difícil de ser catalogado, mas provavelmente se trata, na maior parte dos casos, de embriões no útero, o que reforça a tese de que os mesosauros eram vivíparos", explicaram os cientistas do CNRS.

A equipe é formada por Graciela Piñeiro, da Faculdade de Ciências de Montevidéu; Michel Laurin, do CNRS; e Melitta Meneghel e Jorge Ferigolo, da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul.

Fonte: Veja.Abril

Primo de Tiranossauro com penas é descoberto na China



Yutyrannus huali, que significa "tirano de belas plumas"

Devido as suas características físicas, foram batizados por seus descobridores de Yutyrannus huali, que significa "tirano de belas plumas" em uma mistura de mandarim chinês e latim. O tamanho do Yutyrannus huali é muito inferior ao do Tiranossauro rex, mas seu peso é 40 vezes mais elevado do que o maior dinossauro com penas conhecido até hoje, o Beipiaosaurus.

O primo do Tiranossauro possuía "penas filamentosas" com um comprimento de pelo menos 15 cm, segundo informaram os paleontólogos. "Elas pareciam mais com a penugem de um pinto moderno do que com as plumas rígidas de um pássaro adulto", disse o professor Xing Xu, especialista em vertebrados no Instituto de Paleontologia de Pequim, que conduziu o estudo publicado nesta quarta-feira na revista britânica Nature.

Com 9 metros de comprimento e cerca de 1,4 ton. é o maior animal já identificado com plumas. Cientistas chineses e canadenses encontraram três esqueletos deste novo tipo de "tiranossauro gigante" nos fabulosos sítios paleontológicos da província de Liaoning, no nordeste da China.
O estudo revela mais um novo elemento sobre a evolução dos primeiros animais com penas. É possível que a dimensão e a natureza da plumagem "tenham evoluído de acordo com as mudanças de massa corporal e da temperatura do ambiente", acreditam os pesquisadores. "É possível que as penas fossem mais amplas, pelo menos nos carnívoros", disse o Dr. Xu.

Pode-se até considerar, de acordo com o estudo, que o Tiranossauro e seus parentes tiveram penas em partes do corpo. Além disso, após a descoberta, na mesma região, do Sinotyrannus, outro primo do T-Rex foi encontrado, este estudo demonstra que os tiranossauróides eram os predadores dominantes dos ecossistemas nordeste da China durante o Cretáceo.
 Fonte: Notícias.Terra.

terça-feira, 3 de abril de 2012

UFSCar tem mostra de fósseis até 30 de maio


PaleoExpo 2012 é promovida pela UFSCar e conta com peças do acervo da Universidade que tem cerca de 3 mil objetos pertencentes à área da Paleontologia.

O acervo pré-histórico preservado na UFSCar conta com vestígios e fósseis de animais que viveram de 500 milhões a 10 mil anos atrás. São aproximadamente 2.700 peças, como troncos petrificados, ossos, pegadas registradas em rochas, vindas de diversas regiões. Alguns objetos, como pegadas de dinossauros impressas na rocha, foram encontradas na região de São Carlos e a coleção também conta com fósseis de répteis aquáticos da região de Rio Claro. "Diante deste acervo é de fundamental importância a conscientização para a valorização do patrimônio cultural, tornando-se essencial a criação de museus integrados à sociedade brasileira para a valorização, preservação e democratização do acesso à nossa história e pré-história", afirma o professor Marcelo Adorna Fernandes. Leia mais no São Carlos Agora

Entre os dias 2 de abril e 30 de maio, parte dessa coleção estará exposta ao público na Biblioteca Comunitária (BCo) da UFSCar. A "PaleoExpo 2012: dinossauros e outros seres pré-históricos" é organizada pelo Departamento de Ação Cultural da BCo, sob coordenação do professor Fernandes. Entre os destaques estão o esqueleto completo de um dinossauro predador brasileiro, o Abelissauro, com oito metros de comprimento e três metros de altura, e também o Anhangüera, um pterossauro do Ceará com cinco metros de envergadura.

As visitas podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 8 às 22 horas, e aos sábados, das 8 às 14 horas. Agendamentos e mais informações podem ser obtidos no Departamento de Ação Cultural da BCo, pelo telefone (16) 3351-8275.

O fogo foi usado por humanos 300 mil anos antes do que se sabe


Cientistas encontram registro mais antigo do uso de fogo por hominídeos

Um estudo publicado pela “PNAS”, revista da Academia Americana de Ciências, indica que nossos antepassados começaram a dominar o fogo há um milhão de anos - 300 mil antes do que os pesquisadores acreditavam anteriormente.
Na foto, pedaço de osso chamuscado há 1 milhão de anos (Foto: Paul Goldberg/Divulgação).
O artigo afirma que esta é “a mais antiga evidência segura de fogo em um contexto arqueológico”.
A descoberta se baseia em fragmentos encontrados na caverna Wonderwerk, na África do Sul. São cinzas de plantas e pedaços de ossos chamuscados, aparentemente queimados dentro da caverna, e não trazidos de fora por fenômenos naturais.

domingo, 1 de abril de 2012

Fóssil de Velociraptor lutando com Protoceratops

Duelo até a morte entre um Velociraptor e um Protoceratops


Um dos achados fósseis mais incríveis da história, podemos dizer que é uma foto pré-histórica de um acontecimento congelado no tempo a milhões de anos. Dois fósseis entrelaçados encontrados no deserto da Mongólia pertenciam a um Velociraptor e a um Protoceratops que morreram enquanto lutavam. Essa cena mostra que mesmo um terópode agressivo corria sérios riscos quando lutavam com um herbívoro bem protegido. O ágil caçador tinha agarrado o focinho da presa enquanto dava pontapés com suas garras na garganta. Enquanto que a presa tinha segurado o braço do agressor em seu forte bico. Provavelmente eles foram surpreendidos e soterrados por uma tempestade de areia, preservando essa linda imagem, que ao lado está disposta para melhor entender a cena.

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