terça-feira, 31 de julho de 2012

Idade da Pedra surgiu 20 mil anos antes do que se acreditava

Fósseis de adornos usados por seres humanos modernos há 44 mil anos no sul da África foram encontrados

Cientistas afirmam que em análise de datação de carbono dos objetos encontrados no sopé das montanhas Lebombo em KwaZulu-Natal, África do Sul, revelou que a cultura dos bosquímanos é mais antiga que 44 mil anos, muito mais do que estudos anteriores que afirmavam se tratarem de um povo de 10 mil ou 20 mil anos de idade. Os pesquisadores afirmam que estes itens foram amplamente utilizados e servem para antecipar a cultura moderna. O período conhecido como Fim da Idade da Pedra, chamado por arqueólogos como Período do Paleolítico Superior, marca a migração de humanos modernos da África para a Europa, cerca de 45 mil anos atrás. Eles se espalharam rapidamente e, eventualmente, conduziram os neandertais à extinção.
"Eles se adornavam com ovo de avestruz e contas de conchas marinhas, e também usavam ossos. Eles conseguiram modelar ossos finos para usar como furadores e pontas de flechas envenenadas. Um dos lados era decorado com sulco espinhal e preenchido com ocre vermelho, algo que se aproxima muito das marcas utilizadas pelo povo bosquímano para identificar as lanças para caça ", disse Lucinda Backwell, uma das pesquisadoras do estudo. Leia mais na matéria do IG.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Fósseis sugerem planícies mais antigas do mundo

Fósseis de Ancestrais do chinchila indicam que os Andes foram planícies repletas de gramas cerca de 15 milhões de anos

Uma pesquisa publicada nesta semana no periódico do Museu Americano de História Natural, o American Museum Novitates, mostra que pesquisadores do Museu Americano de História Natural, da Universidade da Califórnia e da Universidade Case Western Reserve, nos Estados Unidos, encontraram fósseis de duas novas espécies de roedores que habitavam a América do Sul, incluindo o mais antigo chinchila, em um local que pode ter sido a pradaria mais antiga do mundo.
As duas espécies viviam em uma cadeia de vulcões há 32,5 milhões de anos, uma planície repleta de gramas. A análise dos dentes do ancestral da chinchila indica que esses animais viveram em um ambiente aberto e seco cerca de 15 milhões de anos antes de as pastagens surgirem em outras partes do mundo – ou seja, são os primeiros ecossistemas deste tipo de que se tem notícia.

Matéria do Site Veja.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Ossos encontrados podem ser de Mona Lisa

Restos mortais foram achados por arqueólogos em convento de Florença na Itália e podem ser de modelo do quadro Mona Lisa

Historiadores anunciaram que encontraram uma ossada no convento de Santa Úrsula, em Florença, na Itália, que, supostamente, pode ser da modelo que posou para Leonardo da Vinci durante a produção do quadro Mona Lisa.
A pintura a óleo realizada sobre um painel de madeira, entre 1503 e 1506, representa, provavelmente, o busto, da florentina Lisa Gherardini (1479-1572), também conhecida como Lisa del Giocondo.
A identidade da modelo nunca foi estabelecida com segurança. Pesquisadores italianos especializados em esclarecer mistérios artísticos haviam afirmado em fevereiro de 2011 que Leonardo da Vinci havia usado uma garota como um modelo para a Mona Lisa.

Os pesquisadores submeterão agora os restos do esqueleto conservado a uma série de testes para confirmar se pertencem a Gherardini, na esperança de reconstruir seu rosto e compará-lo com os traços faciais da pintura de Da Vinci.
"Os testes com carbono-14 nos permitem datar o período para saber se os restos são de meados do século XVI. Depois faremos testes para conhecer a idade da pessoa quando morreu. Sabemos que Gherardini tinha 62 ou 63 anos quando morreu", afirmou Silvano Vinceti, diretor da equipe de arqueólogos.
"Depois vem o teste mais importante, o do DNA, porque temos os restos mortais de suas filhas. Se corresponderem, saberemos que são os restos da modelo que inspirou a Mona Lisa", acrescentou o arqueólogo, que também preside o Comitê Nacional Italiano para o Legado Cultural.
Se for confirmada a identidade do esqueleto, os investigadores iniciarão um processo de dois meses para reconstruir o rosto.


As informações são da France Presse e do Daily Mail, publicadas no G1 da Globo.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

O ‘elo perdido’ entre dinossauros e aves é encontrado

Os fósseis encontrados possuem ovos inteiros e alguns quebrados, medindo aproximadamente 7 centímetros de altura e 4 centímetros de diâmetro, com casca medindo 0,27 mm de espessura.

O ovo descoberto representa, de certa maneira, o elo perdido entre dinossauros e aves, pois tem como forma, a ponta mais larga contém um saco de ar que permite a respiração. Este passo evolutivo ainda era relativamente subdesenvolvido em dinossauros. Os ovos de dinossauros não-aviários são simétricos e alongados. Assimetria em ovos de aves está associada à fisiologia: recebem essa forma dada a existência de apenas um oviduto que pode formar somente um ovo de cada vez. Neste caso, o istmo – região no oviduto que cria a membrana da casca do ovo – é o que permite a forma assimétrica. O ovo descoberto na área Montsec de Lérida, perto da Catalonia no leste da Espanha, possui características de ambos os grupos de animais.
Este ovo de dinossauro datando de 70 a 83 milhões de anos tem forma oval característica, similar com ovos de galinha com um tipo de bolsão de ar interno, que os pássaros atuais usam para respirar nos últimos estágios do desenvolvimento.
Recebeu nome científico como sendo da espécie Sankofa pyrenaica e é o primeiro ovo do mundo encontrado com uma forma oval.
Nieves López Martínez, paleontólogo da Universidade Complutense de Madrid, estava trabalhando na pesquisa e interpretação dos dados, mas faleceu em Dezembro de 2010. Vincens Enric, paleontólogo da Universidade Autônoma de Barcelona e parceiro de Martínez, realizou uma análise exaustiva após a descoberta do ovo, publicando as conclusões na revista Palaeontology.
Matéria do Jornal Ciência

sábado, 14 de julho de 2012

Fóssil de peixe ‘europeu’ é encontrado na Bahia

O fóssil é de um tipo de peixe pré-histórico nativo da Europa, que nunca tinha sido encontrado na América do Sul.

Já extinto, a espécie recebeu o nome científico de Nanaichthys longipinnus, viveu há cerca de 120 milhões de anos, quando os dinossauros dominavam a Terra e a geografia do planeta era completamente diferente. A Pangeia, continente único que existiu até 200 milhões de anos atrás, já tinha se dividido em norte e sul, e a América e a África estavam em processo de separação.
Nesse tempo, onde hoje fica o sertão da Bahia, havia um lago salgado, uma faixa de mar que entrava para o continente. Foi no município de Tucano, a 270 km de Salvador, que o fóssil desse peixe foi encontrado.
Na imagem de Cesar Amaral (A)Fóssil bruto; (B)Molde de látex; (C)Desenho com detalhes anatômicos.
A espécie inédita foi descrita em um estudo publicado em maio pela revista científica “PLoS One”. O fóssil já havia sido coletado na década de 1960 e mencionado em trabalhos mais antigo, mas ninguém tinha descrito a nova espécie em uma revista científica ainda – a publicação de um trabalho como esse é necessária para que a existência de uma espécie seja aceita.
O nome Nanaichthys longipinnus é uma homenagem à orixá Nàná Burukù e ao candomblé, como uma referência à religiosidade baiana – “ichthys” significa peixe em grego. A segunda parte do nome, “longipinnus”, é uma referência a uma característica anatômica do animal, que possui a cauda mais longa que seus parentes.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Achado Fósseis de ancestral do homem na África do Sul

Entre as partes descobertas, estão mandíbula, fêmur, costelas e vértebras.

Foi a primeira vez que um achado arqueológico foi comunicado ao vivo pela internet, como forma de atrair a comunidade científica e o público leigo. Os fósseis encontrados trata-se de partes do esqueleto de um ancestral humano achadas em uma rocha na África do Sul.
Os cientistas acreditam que os ossos, incrustados em uma rocha sólida de 1 metro de diâmetro, pertençam ao hominídeo 'Karabo', da espécie Australopithecus sediba. O exemplar foi descoberto em 2009 no sítio arqueológico de Malapa, região do país rica em cavernas e explorada desde 1935.
Falando um pouco dos australopitecos – do latim australis ("do sul") e do grego pithekos ("macaco") – formam um gênero de vários hominídeos extintos, bastante próximos aos do gênero Homo, ao qual pertence o homem. O Australopithecus sediba (que significa "fonte de água") viveu entre 1,78 milhão e 1,95 milhão de anos.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Fósseis apreendidos em feira do Masp

Polícia Federal apreende fósseis em feira de antiguidades do Masp

Foram apreendidos neste domingo pela Polícia Federal, produtos arqueológicos e fósseis que estavam sendo vendidos na feira de antiguidades que acontece no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, região central da capital.
Segundo o site da Veja e de acordo com a PF, foram encontrados no local produtos arqueológicos brasileiros, como mãos de pilão, lâmina polida, pontas de projéteis (flecha ou lança) e uma tanga marajoara de cerâmica. Também estavam expostos à venda fósseis que não tiveram sua origem comprovada. 
O responsável pelo estande não estava no local, seus funcionários foram ouvidos e depois liberados pelos policias. Esse material foi apreendido e encaminhado para a Superintendência Regional da PF, no bairro da Lapa.  
De acordo com a lei, materiais arqueológicos e fósseis brasileiros são produtos da União e não são passíveis de comércio. Segundo a PF, o responsável pela venda desses objetos será indiciado por usurpação de bens da União. Se condenado, poderá cumprir pena de detenção de 1 a 5 anos, além de pagar multa.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Fóssil mais bem preservado do mundo é descoberto

Sciurumimus albersdoerferi pode ser a evidência mais antiga de um dinossauro carnívoro emplumado que não tinha ligação direta com as aves.

Segundo os cientistas alemães o fóssil seria de um dinossauro jovem que viveu no Período Jurássico, há 170 milhões de anos atrás. Ele foi chamado de Sciurumimus albersdoerferi, sendo o fóssil de magalossauro (grupo de dinossauros carnívoros que chegaram a medir 9 metros de comprimento e pesar 1 tonelada) mais completo encontrado até os dias atuais.
Ele foi encontrado com as mandíbulas abertas e o rabo estendido acima da cabeça em uma pedreira da Baviera, no sul da Alemanha. Os pesquisadores supõem que seu crânio deveria ser grande, patas traseiras curtas e a pele lisa, coberta de plumas.´
“Aqui nós relatamos um esqueleto excepcionalmente preservado de um megalosauridae juvenil chamado Sciurumimus albersdoerferi, do Jurássico Superior na Alemanha, mostrando plumagem filamentosa na base da cauda e em partes do corpo”. Declarou Dr. Oliver Rauhut ao portal DailyMail.
“O espécime foi preservado com as articulações completas, deitado sobre seu lado direito”, ressaltou.
Os fósseis de terópodes, incluindo o T-Rex, são extremamente raros em estágios de boa preservação, sendo geralmente encontrados em fragmentos. Os melhores espécimes de T-Rex possuem 80% de preservação do animal original. Sciurumimus albersdoerferi possui incríveis 98% de partes intactas.
“Este é um dos esqueletos de dinossauro mais completos já encontrados no mundo todo. Quando eu vi pela primeira vez, era difícil acreditar que era real, porque era muito bem preservado, parecia como se alguém tivesse feito para pendurar na sala, mas os testes provaram que é verdadeiro”, comentou Dr. Rauhut.

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