segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Fóssil de mamífero misterioso é encontrado


O fóssil único de Ernanodon antelios disponível até hoje, faltavam muitas peças.

O espécime foi encontrado na Mongólia e analisado por uma equipe de especialistas russos. O fóssil de um mamífero que viveu 57 milhões de anos atrás pode ajudar a explicar como ocorreu a evolução dos animais que passaram a dominar a Terra após a morte dos dinossauros. Na imagem, fósseis de um pangolim chinês moderno (acima) e do 'Ernanodon' (Foto: Peter Kondrashov/Divulgação).
Em 1979, um fóssil já havia sido encontrado na União Soviética, mas estava incompleto. A descoberta mais recente trouxe peças que faltavam na montagem do quebra-cabeça.
O atual estudo, publicado pelo “Journal of Vertebrate Paleontology”, concluiu que esse animal está na base da evolução que levou à família dos pangolins – um animal nativo da Ásia e da África que tem o corpo coberto por escamas e se alimenta de insetos.

Animais mais antigos já preservados em âmbar

Dois ácaros e uma mosca de 230 milhões de anos foram achados na Itália

Os animais mais antigos já preservados em âmbar, uma resina de árvore fossilizada capaz de manter bichos pré-históricos da mesma forma como eram em vida, foram descobertos por cientistas na Itália. Na imagem, Trasacarus fedelei (à esquerda) e Ampezzoa triassica (Foto: A. Schmidt/University of Göttingen/PNAS/AP).
Os três pequenos espécimes têm cerca de 230 milhões de anos, 100 milhões a mais que as criaturas mais velhas conhecidas até agora. O achado está descrito na edição desta segunda-feira (27) da revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS).
Os artrópodes – categoria de invertebrados que inclui insetos, crustáceos e aracnídeos – morreram nessa "armadilha" que parece uma seiva durante o período geológico Triássico. Dos três bichos, dois são ácaros microscópicos (chamados de Trasacarus fedelei e Ampezzoa triassica) e o outro é uma mosca menor que uma mosca-da-fruta (Drosophila melanogaster). Leia a matéria completa no G1 da Globo.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Alexander Kellner fala sobre Fóssil de Inseto na coluna de Agosto


A coluna "CAÇADORES DE FÓSSEIS" de Alexander Kellner, do mês de agosto, acaba de ser publicada comentando a descoberta de um inseto de 370 milhões de anos.

Essa nova espécie de inseto, encontrada em depósitos de 370 milhões de anos na Bélgica (Leia a Matéria) é tema da coluna de Alexander Kellner deste mês. Embora não esteja bem preservado, o fóssil pode ajudar na compreensão dos estágios iniciais da ocupação dos ambientes terrestres.
Nas PALEOCURTAS é apresentado um estudo sobre a alimentação de hominídeos extintos, o achado de um crânio completo de um dinossauro saurópode dos Estados Unidos, além de pegas de depósitos triássicos do Rio Grande do Sul.
Também é destacado o VIII Simpósio Brasileiro de Paleontologia de Vertebrados em Recife, a organização de um simpósio sobre répteis voadores no Rio de Janeiro e um estudo sobre a fauna de dinossauros da Austrália.

A coluna "CAÇADORES DE FÓSSEIS" está no site Ciência Hoje, acesse.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

"Projeto dinossauro" lança 1º Trailer

O filme Projeto dinossauro estréia no Brasil em 07/09/2012

A história do filme é de uma médica que acompanha pai e filho que querem fazer um documentário durante uma viagem ao Congo. Uma equipe de filmagem segue em uma expedição exploratória até o Congo – na qual, escondidas bem no meio da floresta, eles acabam descobrindo algumas espécies de dinossauros que deveriam estar extintas há 65 milhões de anos.
Mas o tempo amadureceu estes predadores, que um dia dominaram a Terra, e os exploradores humanos agora são presas, correndo por suas vidas. Quando as fitas desta viagem são encontradas, a verdade finalmente vêm à tona para quem achou que eles estavam extintos. Uma mistura de “Jurassic Park” e “A Bruxa de Blair”.
Projeto Dinossauro terá como elenco principal: Dr. Liz Draper (Natasha Loring), Marchant (Richard Dillane), Luke Marchant (Matt Kane), Charlie Rutherford (Peter Brooke) e Dave Moore (Stephen Jennings)

Assista o Trailer:

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Arqueólogos desenterram fragmentos de ossos humanos em BH

Um crânio adulto, provavelmente de um homem, foi encontrado. Os arqueólogos estimam que ele tenha de 8,2 mil a 8,4 mil anos.

Arqueólogos desenterraram milhares de fragmentos de ossos humanos, de conchas e de pedras. Este é o resultado de seis semanas de escavações feitas por uma equipe multidisciplinar composta por arqueólogos, bioantropólogos, geólogos, geógrafos, historiadores e artistas plásticos no distrito de Mocambeiro, em Matozinhos, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os profissionais estavam à procura de sepultamentos que ocorreram, de acordo com eles, há mais de 8,2 mil anos em um sítio arqueológico chamado Lapa do Santo.
A próxima etapa termina neste domingo (5). De acordo com o arqueólogo e coordenador da iniciativa, André Strauss, de 28 anos, quatro sepultamentos humanos, ferramentas, chifres de animais e centenas de lascas de pedras de quartzo foram localizados nos seis metros cúbicos de escavações. A expedição começou com 35 integrantes e terminou com 19. Leia na integra pelo G1 da Globo.

Veja todas as fotos dos Arqueólogos

Fóssil quase completo de inseto foi encontrado

Strudiella devonica, é a ponte entre o Rhyniella praecursor e o período Carbonífero

Os Cientistas do Museu Nacional de História Natural da França anunciaram quarta-feira (1º) a descoberta do primeiro fóssil quase completo de um inseto pré-histórico com 8 milímetros de comprimento, tórax separado da cabeça e do abdome, três pares de patas e com cerca de 365 milhões de anos.
O fóssil do inseto, Strudiella devonica, que teria existido no período Devoniano Superior, foi descoberto pela equipe de André Nel em um sítio da localidade de Strud (província de Namur), na Bélgica. Sua descoberta foi publicada na revista científica britânica Nature.
"É o primeiro fóssil quase completo do período Devoniano", afirmou André Nel à AFP. "Foi nesta época que estes animais começaram a se diversificar, a conquistar as terras emersas", disse André Nel.
"É um marco, uma testemunha" que confirma as datações moleculares (feitas a partir do estudo de DNA), segundo as quais "os insetos são muito antigos", completou Nel.
O novo achado, Strudiella devonica, é a ponte entre o Rhyniella praecursor, com 400 milhões de anos, colêmbolo considerado um parente próximo dos insetos, e o período Carbonífero (entre 300 e 330 milhões de anos), rico em fósseis de insetos de todo tipo.

Fósseis de dinossauro são encontrados no Maranhão

O fóssil é um dos mais antigos e maiores do grupo de noassaurídeos já encontrado na América do Sul.

Segundo o paleontólogo Rafael Lindoso, doutorando do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a pesquisa mostrou que o animal era de uma espécie rara e tinha uma dentição incomum entre os dinossauros carnívoros com “bordas serrilhadas que percorriam a face lateral dos dentes, e não a região anterior e posterior, como comumente se observa na grande maioria dos dinossauros carnívoros.” A provável dieta do noassaurídeo brasileiro era à base de peixes. [Na imagem, a reconstituição de um animal da espécie encontrada em Madagascar, conhecida como "Masiakasaurus knopfleri", que é semelhante à nova espécie brasileira identificada no Maranhão].
Após as análises, os pesquisadores também descobriram que o animal pertence ao grupo dos noassaurídeos, mas a espécie não recebeu nome devido à quantidade insuficiente de material fóssil. Os fósseis do dinossauro brasileiro estão guardados na coleção paleontológica da UFMA.
“Serão necessários novos achados em melhor estado de preservação para que possamos batizar a nossa espécie. Entretanto, as informações reunidas até o momento nos permite afirmar que se trata de um novo grupo de dinossauros identificado no Brasil, conhecido como Noassaurídeos, e um dos mais antigos do mundo”, explicou o pesquisador.
Essa descoberta ocorreu após cinco anos de análises em fósseis de nove dentes pertencentes a uma espécie desconhecida de dinossauro, que foram retirados de uma pedra da Laje do Coringa. O material foi recolhido durante coleta de fósseis feita por estudantes de graduação do curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Dinossauro Diplodoco comia folhas diz nova descoberta

Antes do novo estudo os cientistas achavam que sua alimentação era de casca de árvores

O Diplodoco (Diplodocus longus) foi descoberto há 130 anos. Era um saurópode, dinossauro com longos pescoço e cauda que andava sobre as quatro patas. Estima-se que tivesse até 52 metros de comprimento (6 metros só de pescoço) e pesasse mais de 12 toneladas.
Acreditava-se que o Diplodoco usava a força das mandíbulas para arrancar as lascas das árvores. Mas a simulação dos movimentos do dinossauro, por meio de modelagens tridimensionais, desautoriza esta hipótese. O estudo foi publicado no periódico científico Naturwissenschaften. “Descobrimos que esse processo colocaria muita tensão e pressão na mandíbula e no crânio do dinossauro, o que poderia resultar em dano aos ossos e até quebrar os dentes”, diz Casay Holliday, da Universidade de Missouri.
A simulação feita pelos pesquisadores mostrou que a estratégia alimentar mais provável do Diplodoco era alimentar-se das folhas de ramos que puxava dos galhos. “Desta forma, ele não sofreria nenhuma lesão, nem perderia os dentes”, diz Holliday. Leia na integra no site da Veja.

Dinossauros foram extintos por meteóro, diz novo estudo

Nova teoria desafia estudo que tratava fim dos dinossauros como gradual.

Fósseis de uma espécie de dinossauro encontrados nas montanhas dos Pirineus, uma cordilheira localizada na fronteira entre Espanha e França, reforça a hipótese de que a extinção destes animais foi repentina, como consequência do impacto de um asteroide sobre a Terra.
Um estudo publicado na revista científica "Paleo 3" mostra uma análise indicando que os saurópodes, dinossauros herbívoros de pesçoco e cauda longos e andar quadrúpede,- mantiveram sua diversidade até a extinção, ocorrida há 65 milhões de anos.
Essa nova teoria contesta estudos que abordavam a extinção e a tratavam como um fato gradual, ou seja, que os dinossauros foram desaparecendo aos poucos, informou o Instituto Catalão de Paleontologia.
Os autores doo estudo destacam que a extinção dos dinossauros é um dos fatos mais relevantes da história da vida na Terra ao se relacionar com o impacto de um grande objeto extraterrestre.
Há poucos lugares no mundo com um registro fóssil de dinossauros que coincide com o limite do Cretáceo. Neste sentido, o artigo demonstra que os Pirineus constituem um lugar ideal para responder se o impacto do asteroide foi a causa da extinção dos dinossauros ou não.
A maior parte da informação registrada até a atualidade se baseava em dados do registro fóssil de dinossauros encontrados no oeste da América do Norte. Segundo os pesquisadores, é a primeira vez que se estudam fósseis de dinossauros saurópodes da Europa nos últimos milhões de anos do Cretáceo.

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