quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Primeiro dentista pode ter existido a 6,5 mil anos


Descoberta pode ser a evidência mais antiga de odontologia

Um dente de 6,5 mil anos de idade encontrado na Eslovênia, no Leste Europeu, pode ser o vestígio mais antigo da existência de um dentista, aponta um novo estudo italiano publicado na revista científica "PLoS One". Isso porque a coroa continha um preenchimento de cera de abelha que pode ter sido aplicado para diminuir a dor e a sensibilidade da pessoa.
A pesquisa liderada por Federico Bernardini e Tuniz Claudio, do Centro Internacional Abdus Salam de Física Teórica, analisaram um osso de mandíbula que incluía um dente humano. Em conjunto com o laboratório de física Sincrotrone Trieste e outras instituições, a equipe concluiu que a cera foi aplicada na época da morte do indivíduo, mas não é possível saber se foi antes ou depois.
Se o material foi colocado antes, provavelmente se destinou a reduzir o desconforto provocado por uma rachadura vertical nas camadas de esmalte (externa) e dentina (mais interna).
o desgaste severo do dente ocorreu possivelmente por um uso em atividades não alimentares, como a tecelagem, normalmente feita por mulheres do período Neolítico – entre 10 mil a.C. e 3 mil anos a.C.

Fósseis de Baleia encontrados em Iguape SP


Os fósseis são de Baleia Azul de 6 mil anos

Um morador da cidade de Iguape, encontrou o objeto na areia da praia e avisou a equipe do Laboratório de Estratigrafia e Paleontologia da universidade. O professor da área e oceanógrafo Francisco Buchmann foi até a praia do Leste, em Iguape, e constatou que o material se tratava de ossos de uma baleia, em processo de fossilização. No local havia parte do crânio da baleia, parte da mandíbula, escápula, vértebras, costelas e uma parte do ouvido característica da baleia azul (Balaenoptera musculus), o que pôde definir a espécie do animal.
Os alunos e pesquisadores da Unesp (Universidade Estadual Paulista) de São Vicente, no litoral de São Paulo, recolheram os fósseis da baleia azul, exima-se que o fóssil esteja no local há pelo menos 6 mil anos.
Um total de oito peças estão sendo restauradas e preservadas pelo especialista. Uma parte de um fóssil foi encaminhado aos Estados Unidos para análise. "O importante é descobrir como a baleia chegou lá e o que aconteceu com ela", explica Buchmann. As amostras serão datadas por testes de carbono 14 e, de acordo com esse estudo, será possível saber a idade do crânio e algumas características do animal e da época em que viveu.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Fóssil de marsupial gigante é encontrado na Austrália


São fosseis de um diprotodonte, um marsupial gigante do tamanho de um rinoceronte que habitou a Terra na era do Pleistoceno

O esqueleto fossilizado foi descoberto por um trabalhador em uma fazenda de gado situada a dez horas em carro da cidade de Darwin, no norte da Austrália e foi entregue há um mês às autoridades australianas, segundo informou a agência local AAP.
"Qualquer jazida da era do gelo no norte tropical da Austrália é muito, mas muito rara", comentou Adam Yates, do departamento de Ciências Terrestres do Museu da Austrália Central, que considera que a chegada dos seres humanos à Austrália "é significativa" para explicar a extinção da megafauna da ilha-continente.
O diprotodonte era um marsupial da era do Pleistoceno que caminhava em quatro patas e se parecia com o vombate, embora tivesse o tamanho de um rinoceronte ou um hipopótamo.
Estes animais de três metros de comprimento e dois metros de altura tinham um par de incisivos proeminentes, mas eram herbívoros e habitavam as florestas abertas e planos semi-áridos da Austrália.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Clonagem de mamute está próxima


Restos congelados e bem preservados de Mamute podem conter células vivas

Esse tipo de descoberta sempre levanta a hipótese de se criar um clone. Cientistas descobriram na Sibéria restos congelados e bem preservados de mamute-lanoso (Mammuthus primigenius) que podem conter células vivas e levar à clonagem desse animal, afirmou uma missão da Universidade Federal do Nordeste da Rússia na terça-feira.
Foram encontrados pelos, tecidos macios e medula a 100 m de profundidade durante uma expedição à província de Yakutia. O grupo, formado por pesquisadores russos e sul-coreanos, estabelece como meta encontrar células vivas para a clonagem da espécie. "Apenas através de pesquisa em laboratório se saberá se essas células estão vivas ou não", disse Semyon Grigoryev, líder da expedição, ao site Vzglyad. Segundo o cientista, até o fim do ano essa análise laboratorial deve estar pronta.
O mamute-lanoso pode ter sido extinto a 10 mil anos atrás. Boa parte do código genético dessa espécie já foi decifrada e os pesquisadores acreditam que a clonagem é possível se forem encontradas células vivas desses animais no permafrost.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Fóssil de tartaruga mais antigo é apresentado


Tartaruga viveu há cerca de 250 milhões de anos

O fóssil mais antigo já encontrado de uma tartaruga foi apresentado por cientistas poloneses. O animal que deixou na rocha vestígios claros de seu casco viveu há cerca de 250 milhões de anos, segundo Tomasz Sulej, do Instituto de Paleobiologia de Varsóvia, pesquisador responsável pela descoberta. Tomasz Sulej disse que o fóssil foi encontrado perto da vila de Poreba, em uma região conhecida como Jura Krakowsko-Czestochowska. Essa área montanhosa fica a cerca de 200 km da capital Varsóvia, e foi palco de alguns dos principais achados pré-históricos da Polônia.

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