sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Dinossauros usaram penas para atrair parceiros


Nos dinossauros, penas e asas podiam ter função reprodutiva

Pesquisas recentes têm mostrado que os dinossauros, em vez de possuir uma pele seca e escamosa como a dos lagartos, grande parte desses animais tinha a pele coberta de penas. Agora, um novo estudo publicado nesta sexta-feira na revista Science mostra que essas penas tinham um propósito mais "decorativo" do que se pensava. Ao analisar três fósseis recém-descobertos, cientistas concluíram que as penas e estruturas semelhantes a asas tinham função reprodutiva – elas ajudavam na hora do cortejo e do acasalamento.
O estudo foi publicado no site da revista "Science", nesta quinta-feira (25). Os fósseis, com cerca de 75 milhões de anos, foram encontrados em território canadense.
A presença de asas em dinossauros grandes demais para voar sugere que essas estruturas deveriam ter outra função nessa espécie. Segundo os pesquisadores, o fato de as penas maiores só se desenvolverem em indivíduos adultos indica que elas só seriam usadas quando o dinossauro atingisse a maturidade sexual.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Americano preso após leiloar dinossauro


O valor foi de US$ 1,05 milhão, a Mongólia alega que material teria sido retirado ilegalmente do país.

Em junho (2012), autoridades dos EUA confiscaram o esqueleto, que tem 2,4 metros de altura e 7,3 de comprimento, por causa de suspeitas apresentadas pela Mongólia de que o material teria sido retirado ilegalmente do deserto de Gobi. (Veja a Matéria) Segundo o advogado do americano Eric Prokopi, Michael McCullough, o esqueleto é na verdade uma espécie de "Frankenstein", reunindo partes de várias criaturas. A alegação foi contestada por promotores.
O comerciante de fósseis da Flórida tinha leiloado a peça por US$ 1,05 milhão (R$ 2,13 milhões) em maio. O material de divulgação do leilão sugeria que se tratava da reconstrução de um só animal, um tiranossauro bataar.
Prokopi, que se descreve como "paleontólogo comercial", foi preso na quarta-feira (17) em sua casa em Gainesville, no estado da Flórida (EUA).

sábado, 13 de outubro de 2012

Tricerátops


O tanque de guerra pré-histórico

Tricerátops, um dinossauro herbívoro que se deslocava sobre as quatro patas e é pertencente à família dos ceratopsídeos. Esta família é caracterizada por seus animais que possuíam grandes chifres na cabeça.
O primeiro Tricerátops foi descoberto em 1888, em Denver, nos Estados Unidos. Esta espécie de dinossauro viveu no período Cretáceo, era Mesozóica, há aproximadamente 66 milhões de anos na região a qual hoje denominamos como América do Norte. Era um grande animal que chegava a pesar até cinco toneladas, possuindo até nove metros de comprimento e 3,5 m de altura. Na linguagem científica recebeu o nome de Triceratops horridus.
Esse animal apresentava uma estrutura corporal muito forte. Não bastasse o fato de que viviam em bandos, o que os proporcionava mais segurança no combate a seus predadores, eram dotados de grande força física e chifres afiados. Possuía uma cabeça muito grande e extremamente caracterizada pela força. Seus hábitos alimentares faziam com que fossem dotados de maxilares laterais e bochechas fortes. Mesmo como herbívoros, seus dentes eram muito afiados e um bico curvado na ponta da boca, o que indica que provavelmente se alimentavam de plantas muito duras e resistentes.
A cabeça do Tricerátops, além de dotada de mecanismos que o favoreciam em seus hábitos alimentares, também constituía um grande elemento de defesa. Esse dinossauro era detentor de uma couraça que circulava sua cabeça, mas os principais elementos eram os chifres. O Tricerátops foi o maior dos dinossauros herbívoros que possuíam chifres, os quais apontavam sobre os olhos e sobre o nariz do animal.
Os chifres do Tricerátops são as principais características desse animal que atraem o interesse dos pesquisadores. Dois deles cresciam sobre os olhos e alcançavam enorme tamanho, já o terceiro era em tamanho bem mais reduzido e crescia sobre o nariz. Esses chifres eram usados provavelmente em duas situações. Uma das situações era para determinar a hierarquia no bando em que viviam, nos confrontos pelo acasalamento com as fêmeas os animais com maiores chifres e capazes de submeter o concorrente levavam a melhor. Já o outro momento em que tais chifres eram importantes era no combate pela sobrevivência contra seus predadores. Os três chifres mais a força muscular da cabeça do animal favoreciam ao Tricerátops uma grande defesa ao ataque dos carnívoros. Pesquisas recentes mostram que um ataque desse animal poderia ser tão fatal quanto o de um carnívoro, o que deixava a disputa intensa. O conflito entre o predador e o Tricerátops era decidido na primeira falha que um dos dois apresentasse, o que tornava a caça dos carnívoros pelos Tricerátops muito mais complicada.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Fóssil de ataque de aranha é descoberto


Âmbar, datada do início do período Cretáceo, entre 97 milhões e 110 milhões de anos atrás, com aracnídeo investindo contra uma vespa

Uma peça de âmbar – substância derivada de resinas de árvores e plantas pré-históricas que sofreram processos de fossilização – que guarda incrivelmente preservados o aracnídeo e o inseto data do início do período Cretáceo, entre 97 milhões e 110 milhões de anos atrás.
"Essa aranha estava prestes a jantar a pequena vespa, que subitamente se viu aprisionada na teia", diz Poinar. "Era o pior pesadelo da vespa. E o pesadelo nunca terminou", afirma o professor ao site da Universidade do Estado de Oregon. De acordo com ele, o âmbar é o mais antigo e único fóssil conhecido a retratar um ataque de aracnídeo.
Além da 'fotografia' da investida da aranha, a mesma peça de âmbar contém o corpo de outra aranha, um macho. Segundo os pesquisadores, trata-se da mais antiga evidência de comportamento social entre aranhas. Esse tipo de convivência ainda existe, mas é bastante rara. A maioria das espécies de aranha hoje, ao contrário, é solitária e agressiva. Tanto a aranha quanto a vespa da teia pertencem a espécies já extintas. A vespa, de acordo com Poinar, é de um grupo conhecido por parasitar ovos de aranhas e de outros insetos. Apesar de as aranhas terem surgido há 200 milhões de anos, o mais antigo fóssil já encontrado do aracnídeo data de 130 milhões de anos atrás.

Por que não podemos clonar dinossauros?


A resposta descoberta está no DNA

Cientistas australianos descobriram que o DNA não sobrevive mais do que 6,8 milhões de anos e por isso é "improvável" a extração de material genético dos dinossauros, que desapareceram há 65 milhões de anos.
"Estivemos permanentemente afligidos pelo mito criado por 'Jurassic Park' desde o início de 1990", disse ao diário Sydney Morning Herald Mike Bunce, um dos participantes da pesquisa.
A trilogia de Steven Spielberg avivou a crença de que o DNA dos dinossauros poderia ser extraído de mosquitos preservados em âmbar durante milhões de anos. Depois, os cromossomos desses grandes répteis da Era Mesozoica seriam reconstruídos para então reproduzi-los.
Para conhecer a viabilidade do experimento, Bunce e seu colega Morten Allentoft decidiram estudar o período de sobrevivência do DNA a partir dos restos de 158 moas, uma espécie de aves gigantes já extinta.
Nesta experiência, os pesquisadores descobriram que o DNA sobrevive em fragmentos ósseos por "apenas" 6,8 milhões de anos se for conservado a uma temperatura de -5ºC. Porém, nem tudo está perdido, o cientista australiano disse que é provável que se possa extrair uma quantidade significativa de DNA de restos fósseis com cerca de 1 milhão de anos conservados em ambientes gélidos e "fazer algo com eles". A maior dificuldade para extrair o DNA de insetos conservados em âmbar, uma vez que eles tendem a desintegrar-se devido a seu estado de decomposição e o DNA costuma estar contaminado e incompleto.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Menino de 11 anos encontra mamute preservado


Pesquisador diz se tratar do segundo exemplar mais bem conservado.

Segundo pesquisadores, um menino russo de 11 anos encontrou na Sibéria o mais completo corpo de mamute descoberto desde 1901. A carcaça de 500 kg tem parte da pele, músculos, uma orelha, uma presa, ossos, pênis e testículos.
Alexei Tikhonov, do Comitê de Mamutes da Academia de Ciências da Rússia disse que esse é o segundo exemplar mais bem conservado já encontrado desse tipo de bicho. Trata-se do primeiro achado com tanta qualidade desde 1901.
O animal, que será levado a Moscou, teria cerca de 15 anos quando morreu, ou seja, era bastante jovem, já que esses mamíferos viviam até 80 anos. Boris Kuznetsov, do Centro de Bioengenharia da mesma Academia de Ciências, avalia que não será possível clonar o mamute, segundo a Ria Novosti.
O mamute recebeu o nome de Zhenya devido ao menino que o avistou perto de uma estação meteorológica na península de Taimyr quando passeava com seu cachorro. A carcaça foi levada para a região de Krasnoyarsk para depois ser encaminhada a Moscou para ser estudada.

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