quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Fósseis de pinguim gigante encontrados na Antártida


Cientistas argentinos descobriram fósseis de um pinguim de dois metros de altura que viveu na Antártida há 34 milhões de anos.

Paleontólogos argentinos descobriram na Antártida restos fósseis de um pinguim de dois metros de altura, o maior encontrado até o momento, com cerca de 34 milhões de anos.
A paleontóloga Carolina Acosta, pesquisadora do Museu da Prata, explicou que “os cálculos realizados indicam que se trata do maior pinguim que se conhece até o momento, quanto a altura e massa corporal”.
Marcelo Reguero, o chefe das pesquisas, disse ainda que a descoberta, anunciada na terça-feira, "permitirá realizar um estudo mais intensivo e complexo sobre os ancestrais dos pinguins modernos".
Em sua próxima expedição à Antártica, durante o verão no hemisfério sul, a equipe vai procurar fósseis adicionais da espécie recém-descoberta, assim como informações sobre sua anatomia e de como o pinguim gigante podia se locomover.
Descobertas anteriores feitas com pinguins pré-históricos, indicaram que os animais não possuíam as penas pretas e brancas que caracterizam as aves hoje, mas uma plumagem marrom-avermelhada e cinzenta.

Fóssil de rinoceronte é encontrado em rocha vulcânica


Animal morreu em erupção de vulcão há 9,2 milhões de anos, Vestígios em rocha vulcânica são raros

Publicado pela revista científica “PLoS One”, pesquisadores encontraram o fóssil de um rinoceronte pré-histórico que morreu há mais de 9 milhões de anos bem preservado em rocha vulcânica. O objeto foi encontrado na Turquia e descrito por um trabalho liderado por Pierre-Olivier Antoine, da Universidade de Montpellier, na França. (Imagens: Crânio - Pierre-Olivier Antoine, Ilustração - Maëva J. Orliac)
Foi encontrado apenas o crânio do animal, um rinoceronte de dois chifres – enfileirados, no nariz –, que era comum na região 9,2 milhões de anos atrás. Detalhes do fóssil revelaram aos cientistas como foi a morte do rinoceronte.
Segundo o estudo, a temperatura da lava ultrapassou os 400º C e, de certa forma, cozinhou o rinoceronte, causando sua morte quase instantaneamente. O corpo do animal se desmembrou e, neste processo, ele foi decapitado. Por isso, o crânio foi levado pelo fluxo da lava até o local onde foi encontrado pelos pesquisadores, 30 km ao norte do local da erupção.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Fóssil de dinossauro carnívoro é achado em Alfredo Marcondes SP


Pedaço de osso tem mais de 70 milhões de anos.

Pesquisadores das universidades Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Federal de Uberlândia (UFU), encontraram na região da cidade de Alfredo Marcondes, localidade que fica próxima a Presidente Prudente e a 586 km de São Paulo, um pedaço de osso que compõe o crânio que pertence a um dinossauro carnívoro da família dos carcarodontossaurídeos. A peça é considerada a primeira evidência de que répteis deste grupo viveram também no Brasil.
“Não sabemos a quem atribuir esse fóssil, pode ser até que seja uma nova espécie da família dos carcarodontossaurídeos que era restrita ao Brasil (...). Mas precisamos de mais dados e fósseis que forneçam evidências mais concretas”, Lílian Paglarelli Bergqvist. Segundo Lílian, do Laboratório de Macrofósseis da UFRJ e uma das coordenadoras da pesquisa, o fóssil de dinossauro foi encontrado quase que por acidente, já que a investigação científica buscava inicialmente resquícios de mamíferos do período Cretáceo.
De acordo com Lílian, o pedaço de osso do crânio é a primeira evidência que comprova a existência desta família de dinossauros no Brasil. Anteriormente, apenas dentes foram encontrados em outra região do país, mas não forneciam informações suficientes para comprovar que esses répteis viveram por aqui.

Xenoceratops, nova espécie de dinossauro é descoberta


'Xenoceratops foremostensis' era um herbívoro de tinha 2 toneladas e parente do Tricerátops

A nova espécie de dinossauro foi batizado de Xenoceratops foremostensis, o animal possuía 6 metros de comprimento aproximadamente e pesava mais de 2 toneladas, de acordo com os cientistas. Ele seria herbívoro e teria chifres em posição incomum.
O réptil pré-histórico viveu há cerca de 80 milhões de anos na região de Alberta, no Canadá, segundo o estudo. Ele foi identificado a partir de fragmentos de crânios de três espécimes de dinossauros que haviam sido coletados na década de 1950 e que passaram despercebidos, não tendo sido estudados anteriormente.
"Esta descoberta de uma espécie de dinossauro antes desconhecida mostra a importância de ter acesso às coleções de materiais científicos", disse o paleontólogo do Museu Canadense da Natureza Kieran Shepherd, um dos co-autores da pesquisa, para o site da instituição. Os fragmentos estavam guardados no Museu Canadense da Natureza, em Ottawa, e foram encontrados pelos pesquisadores Michael Ryan, do Museu de História Natural de Cleveland, nos EUA, e por David Evans, professor da Universidade de Toronto.

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