segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Alexander Kellner - Dinossauro na gaveta - Caçadores de Fósseis


"Caçadores de Fósseis" é publicada na segunda sexta-feira do mês no site da Revista Ciência Hoje, pelo Paleontólogo Alexander Kellner

O ARACNO Jurássico sempre apoia e valoriza o trabalho de Alexander Kellner, sempre vamos divulgar seu trabalho, pois é uma forma de reconhecimento.
A última coluna CAÇADORES DE FÓSSEIS do ano acaba de ser publicada, tendo como tema central a descoberta do dinossauro mais antigo conhecido até o momento (http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/cacadores-de-fosseis/um-dinossauro-na-gaveta).
Nas PALEOCURTAS é apresentado um novo pterossauro da Argentina e uma nova espécie de réptil marinho (plesiossauro) da Inglaterra. Também é apresentado um estudo sobre solos de 600 milhões de anos, uma pesquisa sobre uma região com centenas de ovos de dinossauros na Espanha e a descrição de novos fósseis de uma angiosperma primitiva da China.

Por último, é divulgada a abertura de inscrições para um curso de especialização de geologia do Quaternário.

Faça sugestões e comentários pelo e-mail  alexander.kellner@gmail.com ou diretamente ao final da coluna.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Fóssil pode antecipar vida terrestre em 65 milhões de anos


A descoberta publicada na revista 'Nature', afirma que organismos até então considerados de habitat marinho viveram, na realidade, em terra

Um novo estudo defende que um organismo antes tido como ancestral de criaturas marinhas remotas vivia na verdade em terra. Usando análises químicas e microscópicas, o geólogo da Universidade do Oregon afirma que os fósseis provavelmente pertenceram a organismos terrestres. De acordo com Retallack, eles podem ter sido líquens – uma combinação de fungo e algas ou bactérias – ou mesmo colônias de micro-organismos. Caso seja confirmada, a descoberta pode antecipar em 65 milhões de anos a existência de vida em ambientes terrestres. O geólogo Gregory Retallack, da Universidade de Oregon, em Eugene, defende que a coloração avermelhada e os padrões de clima nas rochas onde os fósseis foram encontrados indicam que os depósitos se formaram em um ambiente terrestre. Retallack argumenta que, em vez de água, a região estudada mais se assemelhava à tundra no Ártico.
Os fósseis, de um período chamado Ediacarano, compreendido entre 542 e 635 milhões de anos atrás, foram escavados no sul da Austrália em 1947. Muitos paleontólogos consideram que eles são vestígios dos primeiros organismos marinhos relativamente complexos, como vermes.
"A descoberta tem implicações para a árvore da vida porque retira os fósseis Ediacaranos da ancestralidade dos animais", resumiu Retallack, autor do estudo publicado na quarta-feira (12) na revista científica Nature. Os fósseis representam "uma radiação evolutiva independente da vida na terra que precedeu em pelo menos 20 milhões de anos a chamada explosão cambriana (o surgimento de muitas novas espécies entre 570 e 530 milhões de anos atrás)", escreveu. Retallack acrescentou, no entanto, que isso não significa que todos os fósseis Ediacaranos eram terrestres.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Asteroide teria matado até 83% dos lagartos e cobras


O choque aniquilou animais há 65 milhões de anos

Aproximadamente 83% das espécies de cobras e lagartos da América do Norte foram extintas no fim do período Cretáceo, há 65 milhões de anos, época em que um asteroide caiu sobre a localidade de Chicxulub, na península mexicana de Yucatán, revela um novo estudo feito pelas universidades americanas Yale e Harvard.
Animais maiores foram os que mais sofreram com a colisão, imediatamente ou logo depois dela. Segundo os autores, nenhum bicho com mais de 450 gramas sobreviveu.
Os resultados desse estudo estão publicados na edição de segunda-feira dia 10, da revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS).
Esse impacto, que já era considerado a provável causa da destruição em massa dos dinossauros não alados, pode ter sido muito mais severo do que se pensava. De acordo com o principal pesquisador, Nicholas Longrich, do Departamento de Geologia e Geofísica de Yale, o choque aniquilou uma ampla faixa de todo o ecossistema, e os répteis foram extremamente atingidos – assim como mamíferos, aves, insetos e plantas.
O asteroide teria sido responsável, inclusive, por dizimar uma espécie de lagarto identificada recentemente, chamada Obamadon gracilis (uma mistura do nome do presidente Barack Obama com as palavras latinas odon – dente – e gracilis – fino). Foram encontrados ossos da mandíbula de dois espécimes desse animal, que media 30 cm de comprimento e provavelmente comia insetos.

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