sábado, 16 de novembro de 2013

'Tio-avô' do Tiranossauro Rex é encontrado

O 'rei do sangue' é 10 milhões de anos mais velho que o T. rex

O Lythronax argestes "rei do sangue", é o "tio-avô do Tyrannosaurus rex e cerca de 10 milhões de anos mais velho, porém, menor. Segundo revelado no Museu de História Natural de Utah, em Salt Lake City.
Os ossos do Lythronax estavam dispostos entre camadas de cinzas vulcânicas, o que permitiu aos cientistas determinar a idade do dinossauro estudando a decomposição dos cristais de cinzas que os cercavam.
"Esse tipo de descoberta é muito interessante e excitante porque não é apenas outro animal daquela era, mas um grande predador daquela era", disse o paleontologista Peter Roopnarine, que estuda a ecologia dos períodos de dinossauro para a Academia de Ciências da Califórnia.
Pesquisadores esperam que a descoberta ajude a entender melhor o ecossistema onde o predador viveu. Descoberto por funcionários da Agência Federal de Administração da Terra no leste do Utah em 2009, o animal foi batizado de Lythronax argestes, ou "rei do sangue", por causa de seus dentes enormes e da aparência de predador.
"Descobrir o Lythronax antecipa a evolução do grupo no qual surgiu o T-Rex, o que é algo que não entendíamos antes", disse Mark Loewen, geólogo da Universidade de Utah, que liderou a escavação do novo dinossauro. "O Lythronax é como o tio-avô do T-Rex".

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Fóssil de ornitorrinco gigante é encontrado

Maior ornitorrinco já descoberto tinha dentes e o dobro do tamanho

Um estudo publicado no dia 04 deste mês de novembro, revelou que a linhagem do ornitorrinco não é monotípica como se acreditava.
O estudo descreve uma nova espécie gigante de ornitorrinco - parte de uma ramificação da árvore à qual pertencem os animais desse gênero único entre os mamíferos. A descrição desse bicho extinto, publicada na revista especializada Journal of Vertebrate Paleontology, foi feita a partir de um único dente encontrado durante escavações na Austrália.
A nova espécie, denominada Obdurodon tharalkooschild (o atual ornitorrinco tem o nome científico de Ornithorhynchus anatinus), tinha todas as características peculiares desse animal: bico de pato, pelo de lontra, cauda e patas de castor, com fêmeas que põem ovos e machos com esporões venenosos. O dente singular que permitiu aos pesquisadores relatar a existência dessa espécie foi encontrado no sítio arqueológico de Riversleigh, em Queensland, na Austrália, onde já foram encontrados fósseis dos antepassados dos extintos lobo-da-tasmânia e tigre-da-tasmânia.
O gigante teria quase um metro do comprimento, o dobro do tamanho do ornitorrinco moderno e teria vivido há entre 5 e 15 milhões de anos, período estimado a partir de datação do depósito.
"A descoberta dessa nova espécie foi um choque para nós porque, antes disso, o registro fóssil sugeria que a árvore evolutiva dos ornitorrincos era relativamente linear", afirmou Michael Archer, da Universidade de Nova Gales do Sul, um dos autores do estudo. "Agora percebemos que havia ramos colaterais não previstos nessa árvore, alguns dos quais se tornaram gigantes."

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Fósseis de insetos em ato reprodutivo

Casal é de cigarrinhas-da-espuma de 165 milhões de anos

Segundo estudo publicado nesta semana na revista "PLoS One", um fóssil com o macho e a fêmea de cigarrinhas-da-espuma (Philaenus spumarius), na posição de cópula, foi escavado no nordeste do país asiático.
"Ao acasalar, o aedeagus (órgão reprodutivo do inseto macho) é inserido dentro da bursa copulatrix da fêmea", destacou o estudo chefiado por cientistas do Laboratório de Evolução dos Insetos e Mudanças Ambientais da Universidade Capital Normal em Pequim.
O fóssil raro revela "o registro mais antigo até agora de insetos copulando" e "lança luz sobre a evolução do comportamento de acasalamento no grupo dos insetos", acrescentou.
Ainda segundo os autores, a pesquisa mostra que a genitália e a posição de cópula das criaturas permaneceram as mesmas por mais de 165 milhões de anos.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Mais completo fóssil de dinossauro é encontrado por estudante

Esqueleto fossilizado é de um parassaurolofo

Kevin Terris, estudante do ensino médio, foi o descobridor do mais completo fóssil de Parassaurolofo já encontrado, viveu há 75 milhões de anos e é conhecido por ter um tubo oco no topo do crânio. O mais interessante é que dias antes do jovem, dois paleontólogos haviam pesquisado o local, mas não se depararam com os ossos expostos. A descoberta ocorreu em 2009 no Estado americano de Utah e foi divulgada na terça-feira, quando também foi anunciado resultado da análise do fóssil.
O esqueleto do "Joe", nome dado ao dinossauro, foi espectacularmente preservada, a partir da ponta do nariz para a ponta da cauda. Os ossos eram mesmo ainda articulada, isto é, nas suas posições aproximadas de vida. As únicas partes do esqueleto não foram representados o braço abaixo do cotovelo, da ponta da cauda, ​​e em alguns outros ossos dispersos.
O estudo do osso da perna ajudou a estimar a idade do dinossauro quando morreu: menos de 1 ano. "Dinossauros têm crescimentos anuais em anéis no tecido ósseo, assim como as árvores. Mas não vimos nem mesmo um anel", diz Sarah Werning, da Universidade Stony Brook e coautora do estudo. O animal teria cerca de 1,8 metro de comprimento, mas, quando adulto, poderia passar dos 7,5 metros.
Os cientistas afirmam que, devido à importância do fóssil, o modelo em 3D do esqueleto, feito a partir dos exames de imagem, está disponível gratuitamente no site: www.dinosaurjoe.com

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Descoberto mais antigo ancestral das aranhas

Fóssil de ancestral com 520 milhões de anos foi descoberto na China

Descoberto o fóssil do mais antigo ancestral conhecido dos quelicerados, subfilo que inclui aranhas, escorpiões e o caranguejo-ferradura, afirmam pesquisadores. A descoberta indica que esse grupo de animais surgiu há pelo menos 520 milhões de anos. O estudo foi divulgado nesta quarta-feira dia 16, na revista especializada Nature.
Chamado de Alalcomenaeus e tinha cerca de 3 centímetros, foi encontrado no sudoeste da China. Ele chamou a atenção por ter o sistema nervoso bem preservado. Ao utilizar técnicas de imagem, os cientistas descobriram diversas características que, segundo os pesquisadores, colocam o animal no subfilo do quelicerados.
Pertencia ao extinto grupo dos megacheira ("grandes garras", em grego), que tinham dois grandes apêndices na cabeça, que lembravam um par de tesouras - daí o nome. A descoberta, afirmam os pesquisadores, resolveria o mistério de a qual galho da árvore da vida esses animais pertenciam.

"Nós agora sabemos que os megacheira tinham sistemas nervosos centrais muito similares aos do caranguejo-ferradura e dos escorpiões modernos", diz Nicholas Strausfeld, da Universidade do Arizona (EUA). "Isso significa que os ancestrais das aranhas e seus parentes viveram lado a lado com os ancestrais dos crustáceos no Baixo Cambriano."
Como resultado dos exames, eles encontraram características comuns aos quelicerados, como três grupos de células nervosas conhecidos como gânglios nervosos que são fundidos e agem como um cérebro. Nos crustáceos, os gânglios estão distantes, ligados por longos nervos.
Os pesquisadores usaram esta e outras características e as usaram em um catálogo que recria as relações evolutivas. "Greg (Gregory Edgecombe, do Museu de História Natural de Londres) colocou essas características em uma análise cladística em computador para perguntar: 'onde este fóssil aparece na árvore relacional?'", diz Strausfeld. "Nosso fóssil de Alalcomenaeus apareceu nos quelicerados modernos."
Ainda de acordo com o estudo, os cientistas encontraram características similares entre os apêndices desse animal e as presas das aranhas, o que indica que as segundas evoluíram da primeira.
"Nossa descoberta é excitante porque mostra que os mandibulados (grupo ao qual os crustáceos pertencem) e quelicerados já estavam presentes como duas trajetórias evolutivas distintas há 520 milhões de anos, o que significa que seu ancestral comum deve ter existido muito antes disso."

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Fóssil inédito de mosquito cheio de sangue é encontrado

Parece coisa de Jurassic Park

Nesta segunda foi revelado por cientistas um raro fóssil de mosquito, com 46 milhões de anos, e a barriga cheia de sangue seco foi encontrado no leito de um rio no estado americano de Montana.
É o único do tipo no mundo, segundo Dale Greenwalt, principal autor do estudo publicado no periódico National Academy of Sciences.
Instrumentos inovadores detectaram vestígios inconfundíveis de ferro em seu abdômen cheio de sangue, mas ainda não se sabe de qual criatura provinha o sangue, uma vez que o DNA não pode ser extraído de um fóssil tão antigo. Para Greenwalt, o sangue encontrado no fóssil pode ter sido de uma ave, desde que o mosquito ancestral lembra um inseto moderno do gênero 'Culicidae', que gosta de se alimentar de nossos amigos emplumados.

Na ficção:
No filme "Jurassic Park - Parque dos Dinossauros", de 1993, cientistas extraem DNA de dinossauro do abdômen de um mosquito preso em âmbar, uma resina vegetal.
Não só a cena é ficcional, já que ninguém conseguiu extrair DNA de um fóssil tão antigo, como Greenwalt disse que o mosquito exibido no filme era um macho e mosquitos machos não se alimentam de sangue.
Feitas estas ressalvas, o cientista afirmou: "como muito do que se vê na ficção científica, (o filme) meio que previu algo com o que nós poderemos nos deparar no futuro".

Embora seja muito mais 'jovem' do que o mais antigo fóssil de mosquito conhecido (honra que recai sobre um mosquito de 95 milhões de anos preso em âmbar e encontrado em Mianmar), para o entomologista Lynn Kimsey, da Universidade da Califórnia, esta é "uma descoberta muito excitante".
"Ter uma fêmea de mosquito de verdade cheia de sangue associada com machos na mesma formação fóssil é altamente improvável", disse Kimsey, que não participou da pesquisa.
"Aqui, os autores conseguiram usar espectrômetro de massa para elucidar o conteúdo abdominal e, consequentemente, a dieta de sangue em um fóssil com cerca de 40 milhões de anos", acrescentou, descrevendo a pesquisa como "impressionante".
Greenwalt disse ter ficado fascinado com insetos fossilizados alguns anos atrás.
Ele se informou sobre o assunto com o estudante de mestrado Kurt Constenius, que descreveu suas descobertas de insetos fossilizados ao longo de um leito de rio remoto de Montana, em um obscura publicação geológica mais de duas décadas atrás.
Greenwalt e Constenius discutiram a área onde os fósseis foram encontrados, que fica perto do Rio Flathead, ao longo da fronteira oeste do Parque Nacional Glacier.
Nos últimos anos, Greenwalt foi para lá todo verão para coletar peças de xisto de uma área que está erodindo lentamente, expondo sedimentos de um antigo lago.
"A rocha está em camadas muito finas, de um milímetro ou dois", explicou Greenwalt.
"Com uma lâmina, eu consigo dividir esta rocha ainda mais e expor estas superfícies virgens e é onde eu encontro os fósseis", acrescentou.
O fóssil descrito no periódico PNAS não resultou das expedições de Greenwalt, mas de uma coleção de insetos fossilizados que estavam esquecidos no porão de Constenius desde 1980, e que ele e sua família tinham doado para o museu Smithsonian.
"Assim que o vi, soube que era diferente", disse Greenwalt à AFP.

O mosquito em si mede apenas 0,2 polegada (0,51 cm). De alguma forma, a frágil criatura comeu sua última refeição, preenchendo seu abdômen até quase explodir como um balão.
Então, talvez quando o mosquito sobrevoava um lago repleto de algas, ele tenha ficado preso neste muco, sido envolvido por micróbios que impediram sua degradação e, finalmente, acabou afundando, ficando preso no sedimento no fundo do lago.
Três dúzias de fósseis de mosquito foram coletadas no sítio de fósseis do noroeste de Montana, mas nenhum outro apresentou sinais de conter sangue.
Especialistas usaram uma técnica denominada espectrometria de massa não destrutiva para identificar a fonte do ferro em seu abdômen como heme, molécula ferruginosa que permite à hemoglobina do sangue transportar oxigênio.
Contudo, o método só pode ser usado em superfícies planas e não seria útil para analisar mosquitos preservados em âmbar, afirmou.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Descoberta nova espécie de dinossauro 'narigudo'

Da família dos tricerátopos foi encontrado em 2006 nos EUA

O nasutoceratops titusi é parte da família dos tricerátopos, mas tem como características únicas a presença de um nariz enorme e chifres excepcionalmente grandes. Descoberto por cientistas americanos, foi publicado no periódico especializado Proceedings, da Sociedade Real de Ciências Biológicas.
O fóssil foi descoberto em 2006, numa região desértica de Utah, mas os cientistas levaram anos para preparar e estudá-lo em detalhes. O nasutoceratops é apenas uma de várias espécies de dinossauros descobertas nesta região da América do Norte.
As rochas nas quais ele foi encontrado têm cerca de 75 milhões de anos, o que leva os especialistas a crer que ele teria vivido na Terra no período Cretáceo Tardio.
'Os chifres são, de longe, os maiores de qualquer membro de seu grupo de dinossauros - eles se curvam para os lados e para frente. Além disso, ele também tem o maior nariz de seu grupo', explica Loewen, acrescentando que o animal tem uma saliência atrás da cabeça.
Além dessas características distintas, o nasutoceratops também era um animal forte, pesando até 2,5 toneladas, o que lhe dava uma aparência bastante intimidadora.
Acredita-se que o deserto onde ele foi encontrado teria sido parte de um continente chamado Laramídia, que já foi descrito como um 'paraíso de fósseis'.
Mark Loewen, da Universidade de Utah e do Museu de História Natural do mesmo Estado, disse em entrevista à BBC que 'este dinossauro nos deixou completamente surpresos'. 'Nós jamais teríamos previsto que ele fosse ter essas características - é tão fora do comum para este grupo de dinossauros.'

terça-feira, 2 de julho de 2013

Fóssil de 'bebê velociraptor' é encontrado no Peru

Um fóssil do que pode ser um feto de dinossauro, foi apresentado dentro de uma redoma de vidro

O fóssil, com aproximadamente 10 centímetros de comprimento, pode ser um "bebê velociraptor". Foi descoberto por homens que trabalhavam em uma construção enquanto removiam terra do local. Naquela região, denominada Toro Grande, existem petróglifos e pegadas fossilizadas de dinossauros. O prefeito da localidade de Corire, Manuel Alpaca, pediu a investigadores de todo o mundo que estudem o caso e informou que o ministério peruano pode ser contatado para providenciar acesso aos restos encontrados, o fóssil foi apresentado dentro de uma redoma de vidro.​ Ele também destacou a importância turística que a região adquire com esse anúncio.
"Queremos criar uma agenda de trabalho que permita desenvolver objetivos que impulsionem os estudos necessários para chegar a identificar esses restos", declarou o prefeito. Ele convidou paleontólogos, cientistas e o presidente do país, Ollanta Humala, a conferir a descoberta.
A província de Castilla conta com uma geografia andina muito diversa e se encontra a quase 1,6 mil metros acima do nível do mar. Lá existem um Vale dos Vulcões, um cânion e restos fossilizados de dinossauros.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

'Homo Antecessor' é confirmado em fóssil de adolescente

Adolescente viveu na Sierra de Atapuerca, no norte da Espanha

"Chico de la Gran Dolina" como é chamado, de quase um milhão de anos, foi confirmado como o Homo Antecessor, do qual apenas encontraram restos na região de Sierra de Atapuerca, no norte da Espanha.
Parte do estudo foi publicada na revista científica Plos One sob o título Facial morphogenesis of the earliest europeans, informou nesta terça-feira em entrevista coletiva um de seus autores e membro da equipe científica de Atapuerca, José María Bermúdez de Castro.
A análise, realizada por cientistas do CENIEH (Centro Nacional de Pesquisa sobre a Evolução Humana) e da Universidade de Nova York, concluiu que o rosto tem traços modernos, já que é visível uma expansão craniana e os dentes também são modernos, embora ainda possuam "traços primitivos".
Os restos do "Chico de la Gran Dolina", que morreu na Sierra de Atapuerca, não são os únicos que poderiam permitir estudos sobre esta espécie. Até agora, foram localizados 140 restos de 11 indivíduos, embora a maioria deles seja de crianças e adolescentes, havendo apenas restos de dois adultos.
"Sem dúvida alguma", de acordo com Bermúdez de Castro, se trata de uma espécie distinta a todas encontradas até agora.
O paleontólogo acredita que o Homo Antecessor pode estar "muito próximo" ao antepassado comum entre o Homo Neandertal e o homem moderno, "inclusive poderia ser esse ancestral", embora seja algo que ainda tem que ser debatido com a comunidade científica.
Trata-se de um tronco comum que deve ter surgido em uma zona situada entre o leste da África e o sudoeste da Ásia entre o Homo Neandertal, que se expandiu pela Eurásia, e o homem moderno, cuja origem é situada na África.
Bermúdez de Castro reconhece que a comunidade científica não está totalmente de acordo em relação a este ponto e pede uma opinião, embora tenha lembrado que quase não foram feitos mais estudos sobre restos do Homo Antecessor que os realizados pelos membros da equipe de Atapuerca.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Esqueleto completo de dinossauro do Jurássico é encontrado

Animal foi descoberto na China por Instituto belga

Recentemente foi descoberto um esqueleto completo, com características bem preservadas, de um dinossauro precursor das aves pertencente à espécie Aurornis xui.
O fóssil foi encontrado na província de Liaoning, na China, pelo Instituto Real Belga de Ciências Naturais, acredita-se que ele tenha vivido durante a segunda metade do período Jurássico.
De acordo com os cientistas, que publicaram o estudo na revista "Nature" na última quarta-feira (29), o achado ajuda a entender como as aves evoluíram e aprenderam a voar.
Além disso, a pesquisa revelou que espécies com essa estrutura óssea pertencem à família dos pássaros na escala evolutiva. Os resultados também recolocam o dinossauro alado Archaeopteryx no grupo Avialae, que inclui aves e familiares evoluídos a partir dos répteis gigantes.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Ossada de 'monstro' pré-histórico é achada em gaveta de museu

Restos de réptil de 3 metros estavam engavetados há cem anos na Alemanha

A descoberta foi divulgada por cientistas alemães. A ossada de uma nova espécie de plesiossauro, animal pré-histórico da época dos dinossauros, cujo esqueleto estava há cem anos engavetado sem classificação.
O Museu de História de Natural de Berlim anunciou na última semana a descoberta da espécie de réptil marinho Gronausaurus wegneri, que habitava águas costeiras e deltas de rios há cerca de 137 milhões de anos, no período do Cretáceo Inferior.
Em entrevista à BBC Brasil, o paleontólogo Oliver Hampe, responsável pela descoberta, explicou não ser comum encontrar depósitos do Cretáceo Inferior pelo mundo, na comparação com o período Jurássico ou do Cretáceo Superior. "Por isso, faz aprendermos mais sobre a evolução no período, principalmente do grupo dos Plesiossauros."
O "monstro" pré-histórico, como é chamado pelo museu, media entre 3 a 3,5 metros de comprimento, pequeno em relação a outros plesiossauros - que podiam chegar a ter até cerca de 20 metros de comprimento - e aos vizinhos mais famosos do período, os dinossauros - que por serem terrestres, pertencem a grupos diferentes.
Leptoceidus Capensis
Considerados bons nadadores, os Gronausaurus wegneri não possuíam braços ou pernas, sendo semelhantes ao Leptocleidus capensis, também da família de répteis aquáticos Leptocleididae.
Guardado pelo Museu Geológico da Universidade de Münster, o fóssil do Gronausaurus wegneri só caiu nas mãos de Hampe no começo dos anos 2000, que o transferiu para o Museu de História Natural de Berlim para pesquisa. "Entre o trabalho com esse material e outros projetos paralelos, foram cerca de dez anos para confirmar que era realmente uma nova espécie'', contou.
O fato de o esqueleto pré-histórico ficar engavetado por um século não é um acontecimento isolado e é possível que outras descobertas do tipo ainda sejam feitas. "Isso é comum, na verdade. Quando o cientista vai a campo, ele geralmente encontra mais material do que é capaz de trabalhar e cuida primeiro daquele encontrado diretamente. O restante é armazenado para avaliação futura e pode ser esquecido", segundo Hampe.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Fóssil pode ajudar a entender voo dos beija-flores


Pesquisa sugere que espécie encontrada foi ancestral do beija-flor

O fóssil de um pequeno pássaro, o 'Eocypselus rowei', que viveu há cerca de 50 milhões de anos pode ajudar a entender melhor a formação das asas e a origem do voo dos beija-flores, dizem cientistas da Universidade do Texas em Austin e do Centro Nacional de Síntese Evolutiva dos Estados Unidos (NESCent, na sigla em inglês) em um estudo publicado na última quarta-feira dia 1º.
O fóssil da espécie Eocypselus rowei, encontrado no estado de Wyoming, nos EUA, possui restos bem-preservados de penas, o que permitiu que os pesquisadores presumissem o formato e o tamanho das asas do pássaro de uma forma que não seria possível apenas com os ossos.
A análise que comparou espécimes de pássaros atuais e extintos, sugere que o animal fossilizado era um precursor evolutivo do grupo que inclui os beija-flores e a família Apodidae, que tem entre seus representantes pássaros conhecidos popularmente como andorinhões, de acordo com uma nota publicada pelo NESCent.
"O fóssil representa o mais perto que já chegamos do ponto em que beija-flores e andorinhões seguiram caminhos diferentes", disse o pesquisador Daniel Ksepka, em nota divulgada pelo NESCent. Ksepka é um dos principais autores da pesquisa, publicada no periódico científico "Proceedings of the Royal Society B".
"Beija-flores surgiram de ancestrais com corpo pequeno, mas a habilidade para pairar no ar não apareceu aí, e sim mais tarde", explicou o pesquisador.

sábado, 13 de abril de 2013

Embriões de dinossauros na coluna CAÇADORES DE FÓSSEIS


Alexander Kellner e a grande descoberta dos embriões

Um dos grandes sonhos dos paleontólogos é encontrar camadas contendo numerosos esqueletos que representem uma única espécie. De preferência, material que mostre os diferentes estágios de crescimento, desde formas embrionárias até adultas, pois assim se pode obter uma melhor noção de como um animal extinto se desenvolvia.
Acompanhe a coluna CAÇADORES DE FÓSSEIS, que já está no ar, apresentando a descoberta de um depósito com embriões de dinossauros.
Nas PALEOCURTAS é apresentado um estudo sobre um novo pterossauro da Inglaterra, uma exposição em Ponta Grossa (Paraná), uma palestra em Florianópolis, uma nova ave fóssil da China e um novo livro para crianças.
Também é informado, com tristeza, o falecimento de um pesquisador dos Estados Unidos. Acesse a coluna CAÇADORES DE FÓSSEIS de Alexander Kellner.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Jurassic Park 3D estreia no Brasil em agosto


O filme de Steven Spielberg volta as telas após 20 anos em 3D

Vinte anos depois de revolucionar o mundo dos efeitos especiais, Jurassic Park, filme de Steven Spielberg, voltará ao cinema em formato 3D.
O filme terá sua estréia nesta sexta-feira nos EUA, aqui no Brasil, o Parque dos Dinossauros abrem os portões em agosto.
Baseado em um romance de Michael Crichton e estrelado por Sam Neill, Laura Dern e Jeff Goldblum, Jurassic Park, ganhou três Oscar e arrecadou 920 milhões de dólares em bilheteria. O filme também teve duas continuações, lançadas em 1997 e 2001.
Lançado em 1993, o longa sobre um parque temático com dinossauros foi o primeiro a usar animais robóticos animados por computador. Os robôs foram construídos, alguns em tamanho real, com base em esculturas feitas de madeira e barro. Os movimentos foram criados com a técnica de stop-motion, e cada tomada foi tratada digitalmente para dar vida aos dinossauros.
"Foi a primeira vez que utilizamos efeitos por computador para fazer algo parecido com um animal vivo em um filme", disse Dennis Muren, que fazia parte da equipe responsável pelos efeitos especiais. "Nós sabíamos que se conseguíssemos fazê-lo, seria algo totalmente novo. Mas nós também havíamos feito O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final dois anos antes, então sabíamos que estávamos perto de alcançar algo. E deu certo."

Jurassic Park 4 chegará aos cinemas em junho de 2014, O quarto filme da série Jurassic Park, que voltará a ter Steven Spielberg na produção, chegará aos cinemas dos Estados Unidos em 13 de junho de 2014, informou nesta sexta-feira os estúdios Universal Pictures. Spielberg produzirá o longa, mas não será seu diretor, cargo que ainda não tem um nome definido.

terça-feira, 26 de março de 2013

Fósseis mais antigos de macacos encontrados no Quênia


Dentes e fragmentos de mandíbulas foram descobertos por americanos

Fósseis de macacos mais antigos do chamado Velho Mundo (território conhecido pelos europeus até o século 15, que abrangia Europa, Ásia e África), foram descobertos no Quênia por Cientistas americanos.
A maioria desses fósseis encontrados são pequenos dentes e fragmentos de ossos, principalmente de mandíbulas, têm 12,5 milhões de anos, 3 milhões a mais que os conhecidos até agora.
O achado foi feito nos Montes Tugen, por pesquisadores das universidades de Nova York, Yale e Stony Brook. A equipe foi liderada por James Rossie, Christopher Gilbert e Andew Hill, que publicaram os resultados na edição online desta segunda-feira (18) da revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS), da Academia Americana de Ciências.
Esses macacos da família Cercopithecidae viveram em um período geológico da era Cenozoica chamado Mioceno, entre 23 milhões e 5 milhões de anos atrás. Foi nessa época que surgiram os mamíferos considerados "evoluídos", como primatas e ruminantes.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Maior fóssil de pterossauro já encontrado no Brasil


Paleontólogos apresentaram réplica de 'Tropeognathus mesembrinus'.

O esqueleto do maior réptil voador já encontrado no Brasil foi apresentado nesta quarta-feira dia 20, no Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Um exemplar de "Tropeognathus mesembrinus" que, quando vivo, tinha cerca de 8,2 metros de envergadura.
"O que faz este exemplar particularmente especial é que se trata do fóssil mais completo encontrado até agora, com quase todo o esqueleto preservado, inclusive o crânio", explicou o paleontólogo Alexander Kellner, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ao apresentar a reconstrução do animal, feita em resina de poliéster.
Alexander Kellner, da Universidade Federal do Rio de Janeiro
A envergadura dessa espécie normalmente é de 7 metros, mas o exemplar apresentado era excepcionalmente grande. "Este fóssil encontrado nas rochas da Chapada do Araripe, no Nordeste do Brasil, é o maior encontrado no Hemisfério Sul e é o terceiro no mundo", disse Kellner, segundo informações da agência AFP.
Alexander Kellner apresentou uma reconstrução de como teria sido a cabeça desse animal. O estudo da estrutura óssea do réptil  voador mostrou que se tratava de um adulto.
A espécie pertence à família dos Anhangueridae, animais que se caracterizam por terem uma crista na parte anterior do crânio e a parte superior da mandíbula com uma dentição que mostra que eles se alimentavam de peixes.
"Podemos provar que esses répteis gigantes voadores existiam no céu do Nordeste brasileiro muito antes do que pensávamos, porque os fósseis foram encontrados em formações rochosas de 110 milhões de anos", comentou o paleontólogo. Antes se acreditava que eles viveram entre 65 milhões e 72 milhões de anos atrás. Outras espécies de Anhangueridae já foram achadas em diversas partes do mundo, como Marrocos Inglaterra, Mongólia, Estados Unidos e China.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Menina de 9 anos descobre fóssil de dinossauro


Menina deu o nome para espécie de pterossauro até então desconhecida

Daisy Morris, de 9 anos de idade, moradora da Ilha de Wight, acabou dando nome a um dinossauro antes desconhecido, depois de encontrar um fóssil. Segundo matéria da BBC BRASIL.com.
A pequena Daisy tropeçou em restos fossilizados na praia de Atherfield há quatro anos. Um artigo científico informou que a espécie recém-descoberta de pterossauro seria chamada Vectidraco daisymorrisae.
Segundo Martin Simpson, especialista em fósseis, disse que este era um exemplo de como "grandes descobertas podem ser feitas por amadores".
O fóssil revelou-se sendo de uma espécie até então desconhecida de pterossauro pequeno, um réptil voador de 115 milhões de anos, do período Cretáceo Inferior.
A nova espécie e o nome foram confirmados em um artigo científico publicado na segunda-feira. O pterossauro já foi doado para o Museu de História Natural, que recentemente nomeou a Ilha de Wight como a "capital dos dinossauros da Grã-Bretanha".
A confirmação do Vectidraco daisymorrisae vem uma semana após a descoberta na ilha de um esqueleto quase completo de um dinossauro de 12 metros de comprimento.

sábado, 16 de março de 2013

Aves primitivas tinham quatro asas

Penas nas patas traseiras chegavam a 5 cm e podiam auxiliar em voo

Segundo a pesquisa, afirma-se que 11 fósseis recém-descritos de pássaros primitivos, de gêneros como o "Sapeornis", apresentam evidências da presença de grandes penas nos membros traseiros, que integravam um sistema de quatro asas.
Cientistas chineses analisaram fósseis de aves primitivas com mais de 100 milhões de anos e identificaram que algumas delas possuíam quatro asas ao invés de duas, com penas nos membros traseiros, que provavelmente eram úteis para voar.
Outros dinossauros com aspecto de pássaros, como o Microraptor, já haviam sido identificados há anos por cientistas como seres com grandes penas nas patas traseiras. Estudos sugerem que eles usavam as patas para se deslocar no ar, seja planando entre as árvores, aterrizando ou em voos curtos.
A descoberta de estruturas semelhantes em aves primitivas, no entanto, é nova, segundo os cientistas. As "asas traseiras" foram descobertas em fósseis que datam de 100 a 150 milhões de anos, que estavam guardados no Museu de História Natural Shandong Tianyu, na China.
"Ninguém pensa que estes animais agitavam as patas como faziam com as asas", afirmou  Kevin Padian, da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos EUA, segundo a agência AFP.
Padian não participou da pesquisa, mas foi um dos especialistas que a revisaram antes de sua publicação. "Alguns afirmam que as penas das patas teriam incrementado a impulsão, mas não há evidências disso. Para elevar a impulsão, as penas deveriam ter se organizado para formar um perfil aerodinâmico competente e plano e ninguém demonstrou que seja o caso", disse.
"Por outro lado, é indiscutível que estas penas teriam criado arrasto", acrescentou Padian. Ele, no entanto, elogiou a pesquisa, qualificando-a de "grande estudo", por demonstrar como as penas das patas mudaram com o tempo, entre os dinossauros com aspecto de pássaro e os pássaros primitivos.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Rio Ptero 2013

Simpósio Internacional sobre Pterossauros no Rio de Janeiro

A cidade do Rio de Janeiro sediará o evento internacional Rio Ptero 2013, o evento contará com a presença dos principais especialistas em pterossauros, de 23 a 26 de maio de 2013. Ainda há tempo para as inscrições, preços especiais para estudantes. Para se inscrever, basta acessar o site do Museu Nacional/UFRJ: http://www.museunacional.ufrj.br/riopterosaur 

Devido a alta procura pela participação no trabalho de campo na Chapada do Araripe, de 27 a 30 de maio, o número de vagas foi ampliada em mais 10 vagas. Maiores informações sobre o campo também estão presentes em nosso site do Museu Nacional/UFRJ.
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terça-feira, 5 de março de 2013

Fóssil de camelo gigante no Canadá é encontrado


Animal é a primeira evidência de camelos na região do alto Ártico

Paleontólogos canadenses encontraram fósseis de um camelo gigante que viveu no extremo norte do Canadá há cerca de 3,5 milhões de anos, no Plioceno Médio, quando havia na região uma floresta boreal durante um período de aquecimento do planeta.
Camelo atual
Os 30 fragmentos de uma tíbia achados na ilha de Ellesmere, no território autônomo de Nunavut, representam o registro mais ao norte que se tem dos camelos primitivos, cujos antecessores surgiram na América do Norte há 45 milhões de anos, afirmaram os especialistas em um estudo dirigido pelo Museu Canadense de Natureza, publicado hoje no site de notícias científicas "Nature Communications".
Os fósseis foram encontrados durante os trabalhos de campo nos verões de 2006, 2008 e 2010 em um pequeno monte em Fyles Leaf Bed, um depósito de areia próximo do fiorde de Strathcona na ilha de Ellesmere, onde já foram encontrados fósseis de plantas, mas nunca de um mamífero.
"Este é um descobrimento importante porque representa a primeira evidência de camelos na região do alto Ártico", afirmou uma das responsáveis pelo estudo, Natalia Rybczynski.
Segundo a cientista, o achado também "sugere que a linhagem da qual pertencem os camelos modernos originalmente se adaptou para viver em torno de uma floresta boreal".
Algumas características "dos camelos modernos, como seus pés largos e planos, seus grandes olhos e suas corcovas de gordura, podem ser adaptações derivadas da vida em uma região polar", afirmou.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Aranha de 215 milhões de anos é assunto de Kellner


Alexander Kellner e a coluna CAÇADORES DE FÓSSEIS de Fevereiro

Pesquisadores acabam de registrar a ocorrência de um minúsculo representante de Mygalomorphae, grupo que inclui as aranhas caranguejeiras, em rochas formadas durante o Triássico Superior. O raro achado revela dados importantes sobre a evolução desse animal, conforme Alexander Kellner apresenta em sua coluna de fevereiro.
A coluna CAÇADORES DE FÓSSEIS acaba de ser publicada e tem como tema central a descoberta de uma nova espécie de aranha da Itália. Acesse a coluna.

Nas PALEOCURTAS é apresentado um novo pterossauro da Transilvânia, um estudo sobre crinoides na América do Norte, a descrição de insetos fósseis da China, uma pesquisa sobre um grupo de mamíferos da megafauna e informações sobre a atividade de campo que será realizada no simpósio de Pterossauros (Rio Ptero 2013).
Veja também o registro do terrível acidente em um museu de história natural.

Lembramos da enquete anual da coluna mais interessante de 2012. Ainda há tempo para votar.

Pterossauro é descoberto na Romênia


Pesquisadores brasileiros da UFRJ fazem parte do grupo que fez a descoberta

Batizado de Eurazhdarcho langendorfensis, o pteurossauro teria habitado uma região onde hoje localiza-se a Romênia, segundo o estudo. A pesquisa foi publicada nesta semana no periódico "PLoS One".
A descoberta foi de Cientistas da Universidade de Southampton, na Grã-Bretanha, que, junto com pesquisadores brasileiros do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) mostraam um novo tipo de réptil voador pré-histórico.
Os fósseis datam do período Cretáceo, têm cerca de 68 milhões de anos e foram encontrados em uma região rica em espécimes extintos na Transilvânia, dizem os cientistas.
"O Eurazhdarcho percente a uma família de grandes pterossauros chamada de Azhdarchidae", aponta o pesquisador Darren Naish, um dos autores do estudo.
"Eles possuíam longos pescoços e bicos, e suas asas eram bem adaptadas a seu tamanho. Estruturas nos seus ossos e asas mostram que eles poderiam recolher as asas e andar nas quatro patas se necessário", diz Naish.
Segundo o cientista, o pterossauro possuía cerca de três metros de uma asa até a outra, o que fazia com que ele fosse grande, "mas não gigante". "Isto está se tornando comum com outros fósseis de animais descobertos na Romênia: eles são em geral pequenos em comparação com seus parentes em outros lugares", afirma.
A descoberta é a mais completa de um Azhdarchidae na Europa até agora, dizem os cientistas.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Parque Rocha Moutonée em Salto SP ganha réplicas de dinossauros


Os dinossauros fazem parte do projeto de releitura do Parque Rocha Moutonée. Se movem e emitem sons; parque tem visitação gratuita.

O Parque Rocha Moutonée, em Salto (SP), passou por reforma e ganhou "novos habitantes". Foram instalados no local nove réplicas de dinossauros, que fazem parte do projeto de releitura do parque, declarado como monumento geológico por preservar um raro testemunho do período glacial no continente.
A Rocha Moutonnée é um granito róseo de idade estimada, cientificamente, em 500 milhões de anos. O nome Moutonnée é internacionalmente atribuído ao tipo de rocha que possui formato arredondado, lembrando um carneiro deitado (mouton no francês, significa carneiro; moutonnée: acarneirada). As arranhaduras e estrias, produzidas durante a glaciação na era paleozoica (há 270 milhões de anos), são visíveis em sua superfície, comprovando este fenômeno da natureza e preservando seu valor geo-histórico. O Parque Rocha Moutonnée, com 43.338 metros quadrados de área, é o primeiro parque ecológico e geo-histórico do continente, e conta com completa estrutura para o estudo e para o lazer. Foi tombado em 1990 pelo CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico e Artístico do Estado de São Paulo).
As réplicas estão abertas à visitação do público todos os dias, das 9h às 17h, com entrada gratuita. Quem passar pelo parque poderá ver as diversas espécies, que imitam megalossauro, tricerátops, spinossauro, amargassauro, tiranossauro rex e um alossauro com um bebê dinossauro como presa.
Os dinossauros se movimentam com o auxílio de equipamentos eletrônicos e emitem sons que remetem à espécie. As réplicas servem como meio de contextualizar e facilitar a didática para que crianças e adultos assimilem as evidências científicas da formação dos continentes.

O Parque da Rocha Moutonée está localizado na Estrada do Sete Quedas, trecho que liga a Avenida da Convenção à Rodovia Dep. Archimedes Lammoglia, conhecida como Rodovia do Açúcar. Acesse o Mapa.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Extinção do Thylacinus foi causa humana


A caça e ações humanas são grandes responsáveis por dizimar espécie

Segundo o estudo, o último Thylacinus ou lobo-da-Tasmânia morreu em um zoológico em 1936, O estudo foi publicado na edição de janeiro no periódico "Journal of Animal Ecology". Segundo os pesquisadores, uma das hipóteses cogitadas era a de que uma epidemia teria sido crucial para a extinção da espécie - suposição que foi afastada pelos dados levantados no estudo. A pesquisa da Universidade de Adelaide, na Austrália, aponta que os humanos foram os grandes responsáveis pela extinção do animal conhecido como lobo-da-Tasmânia, da espécie Thylacinus cynocephalus.
Os cientistas criaram vários modelos matemáticos, eles simularam os efeitos diretos da caça feita pelos humanos, da perda de habitat, da colonização europeia na região da Tasmânia e também os indiretos, como a diminuição das presas dos lobos-da-Tasmânia devido à agricultura e outras ações de origem humana.
Os resultados mostraram que o impacto da presença humana, sozinha, foi suficiente para dizimar a população dos animais, cujos últimos exemplares deixaram de existir no início do século 20.
Thomas Prowse, um dos autores da pesquisa, explica que, no fim do século 19, o governo da Tasmânia pagou recompensas a quem matasse lobos-da-Tasmânia e entregasse os corpos.
Existia uma ideia corrente, na época, de que estes animais eram predadores de ovelhas - um estudo recente, no entanto, aponta que as mandíbulas do tilacino eram tão frágeis que suas vítimas possuíam no máximo o tamanho de gambás.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Dinossauro semelhante a pássaro é descoberto na China


Eosinpteryx se parecia com as aves modernas, mas era incapaz de voar

Uma descoberta dos restos fósseis de uma nova espécie de dinossauro no nordeste da China desafia as teorias mais aceitas sobre a evolução das aves e o surgimento do voo. Uma pesquisa publicada na última terça-feira na revista Nature Communications descreve o animal, conhecido como Eosinpteryx, como um dinossauro de apenas trinta centímetros de comprimento, cheio de penas e parecido com as aves modernas.
O fóssil, que data do final do Período Jurássico, aumenta a diversidade de dinossauros semelhantes às aves que habitaram a Terra nessa época. Segundo a pesquisa, apesar de possuir penas pelo corpo, o animal era incapaz de voar por causa da pequena envergadura de suas asas e sua estrutura óssea. Além disso, a ausência de penas no rabo e na parte baixa das pernas indica que o animal era um bom corredor.
As teorias mais conhecidas afirmam que as aves evoluíram a partir de um grupo de dinossauros chamados terápodos, no início do Período Cretáceo, há cerca de 120 ou 130 milhões de anos. A ideia foi proposta ainda no século 19, quando foi descoberto um fóssil na Alemanha que mostrava uma mistura das características de aves e dinossauros. Nomeada de Archeopterix, a espécie se tornou conhecida como o ancestral mais antigo dos pássaros.
Nas últimas décadas, no entanto, novos fósseis revelaram outras espécies de dinossauros semelhantes às aves, questionando a centralidade do Archeopterix  nesse processo. "A descoberta do Eosinpteryx joga ainda mais dúvidas sobre a teoria de que o famoso fóssil de Archeopterix foi essencial na evolução dos pássaros modernos", diz Gareth Dyke, paleontólogo da Universidade de Southampton, na Inglaterra.
Fonte: Veja

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Procura-se barriga de aluguel para o Neandertal


Cientista procura mulher aventureira afim de uma experiência que pode mudar o mundo

George Church, um dos geneticistas mais importantes do mundo está à procura de uma voluntária disposta a gerar um clone do homem de Neandertal, ancestral do homem extinto há mais de 33 mil de anos.
Church é professor da Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos e acredita ser possível reconstruir o DNA de Neandertal com o auxílio da medicina moderna, mas para efetivar sua estratégia, vai precisar de uma barriga de aluguel. As informações são do jornal Daily Mail.
Ele disse que conseguiu captar quantidade suficiente de DNA de ossos fossilizados para reconstruir espécies humanas extintas há muito tempo. "Agora eu preciso de uma mulher aventureira", afirmou o geneticista. O plano de Church começaria com a criação, em laboratório, do DNA de Neandertal a partir do código genético encontrado nos fósseis. Esse material seria injetado em células de um embrião humano e, depois de crescer no laboratório por alguns dias, o embrião seria implantado no útero de uma mãe de aluguel.
 "Eles poderiam até mesmo ser mais inteligentes do que nós", afirmou ao destacar que o seu modo de pensar diferenciado poderia ajudar a humanidade. Cientistas dizem que a técnica de George Church é tecnicamente possível, embora esbarre em questões éticas, já que a clonagem humana é considerada crime. Os cientistas temem que os néo-neandertais não teriam imunidade suficiente para sobreviver a doenças modernas e alguns acreditam que o processo poderia levar a deformidades. Há também incertezas sobre como eles se encaixariam no modo de vida moderno.

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