terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Aranha de 215 milhões de anos é assunto de Kellner


Alexander Kellner e a coluna CAÇADORES DE FÓSSEIS de Fevereiro

Pesquisadores acabam de registrar a ocorrência de um minúsculo representante de Mygalomorphae, grupo que inclui as aranhas caranguejeiras, em rochas formadas durante o Triássico Superior. O raro achado revela dados importantes sobre a evolução desse animal, conforme Alexander Kellner apresenta em sua coluna de fevereiro.
A coluna CAÇADORES DE FÓSSEIS acaba de ser publicada e tem como tema central a descoberta de uma nova espécie de aranha da Itália. Acesse a coluna.

Nas PALEOCURTAS é apresentado um novo pterossauro da Transilvânia, um estudo sobre crinoides na América do Norte, a descrição de insetos fósseis da China, uma pesquisa sobre um grupo de mamíferos da megafauna e informações sobre a atividade de campo que será realizada no simpósio de Pterossauros (Rio Ptero 2013).
Veja também o registro do terrível acidente em um museu de história natural.

Lembramos da enquete anual da coluna mais interessante de 2012. Ainda há tempo para votar.

Pterossauro é descoberto na Romênia


Pesquisadores brasileiros da UFRJ fazem parte do grupo que fez a descoberta

Batizado de Eurazhdarcho langendorfensis, o pteurossauro teria habitado uma região onde hoje localiza-se a Romênia, segundo o estudo. A pesquisa foi publicada nesta semana no periódico "PLoS One".
A descoberta foi de Cientistas da Universidade de Southampton, na Grã-Bretanha, que, junto com pesquisadores brasileiros do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) mostraam um novo tipo de réptil voador pré-histórico.
Os fósseis datam do período Cretáceo, têm cerca de 68 milhões de anos e foram encontrados em uma região rica em espécimes extintos na Transilvânia, dizem os cientistas.
"O Eurazhdarcho percente a uma família de grandes pterossauros chamada de Azhdarchidae", aponta o pesquisador Darren Naish, um dos autores do estudo.
"Eles possuíam longos pescoços e bicos, e suas asas eram bem adaptadas a seu tamanho. Estruturas nos seus ossos e asas mostram que eles poderiam recolher as asas e andar nas quatro patas se necessário", diz Naish.
Segundo o cientista, o pterossauro possuía cerca de três metros de uma asa até a outra, o que fazia com que ele fosse grande, "mas não gigante". "Isto está se tornando comum com outros fósseis de animais descobertos na Romênia: eles são em geral pequenos em comparação com seus parentes em outros lugares", afirma.
A descoberta é a mais completa de um Azhdarchidae na Europa até agora, dizem os cientistas.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Parque Rocha Moutonée em Salto SP ganha réplicas de dinossauros


Os dinossauros fazem parte do projeto de releitura do Parque Rocha Moutonée. Se movem e emitem sons; parque tem visitação gratuita.

O Parque Rocha Moutonée, em Salto (SP), passou por reforma e ganhou "novos habitantes". Foram instalados no local nove réplicas de dinossauros, que fazem parte do projeto de releitura do parque, declarado como monumento geológico por preservar um raro testemunho do período glacial no continente.
A Rocha Moutonnée é um granito róseo de idade estimada, cientificamente, em 500 milhões de anos. O nome Moutonnée é internacionalmente atribuído ao tipo de rocha que possui formato arredondado, lembrando um carneiro deitado (mouton no francês, significa carneiro; moutonnée: acarneirada). As arranhaduras e estrias, produzidas durante a glaciação na era paleozoica (há 270 milhões de anos), são visíveis em sua superfície, comprovando este fenômeno da natureza e preservando seu valor geo-histórico. O Parque Rocha Moutonnée, com 43.338 metros quadrados de área, é o primeiro parque ecológico e geo-histórico do continente, e conta com completa estrutura para o estudo e para o lazer. Foi tombado em 1990 pelo CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico e Artístico do Estado de São Paulo).
As réplicas estão abertas à visitação do público todos os dias, das 9h às 17h, com entrada gratuita. Quem passar pelo parque poderá ver as diversas espécies, que imitam megalossauro, tricerátops, spinossauro, amargassauro, tiranossauro rex e um alossauro com um bebê dinossauro como presa.
Os dinossauros se movimentam com o auxílio de equipamentos eletrônicos e emitem sons que remetem à espécie. As réplicas servem como meio de contextualizar e facilitar a didática para que crianças e adultos assimilem as evidências científicas da formação dos continentes.

O Parque da Rocha Moutonée está localizado na Estrada do Sete Quedas, trecho que liga a Avenida da Convenção à Rodovia Dep. Archimedes Lammoglia, conhecida como Rodovia do Açúcar. Acesse o Mapa.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Extinção do Thylacinus foi causa humana


A caça e ações humanas são grandes responsáveis por dizimar espécie

Segundo o estudo, o último Thylacinus ou lobo-da-Tasmânia morreu em um zoológico em 1936, O estudo foi publicado na edição de janeiro no periódico "Journal of Animal Ecology". Segundo os pesquisadores, uma das hipóteses cogitadas era a de que uma epidemia teria sido crucial para a extinção da espécie - suposição que foi afastada pelos dados levantados no estudo. A pesquisa da Universidade de Adelaide, na Austrália, aponta que os humanos foram os grandes responsáveis pela extinção do animal conhecido como lobo-da-Tasmânia, da espécie Thylacinus cynocephalus.
Os cientistas criaram vários modelos matemáticos, eles simularam os efeitos diretos da caça feita pelos humanos, da perda de habitat, da colonização europeia na região da Tasmânia e também os indiretos, como a diminuição das presas dos lobos-da-Tasmânia devido à agricultura e outras ações de origem humana.
Os resultados mostraram que o impacto da presença humana, sozinha, foi suficiente para dizimar a população dos animais, cujos últimos exemplares deixaram de existir no início do século 20.
Thomas Prowse, um dos autores da pesquisa, explica que, no fim do século 19, o governo da Tasmânia pagou recompensas a quem matasse lobos-da-Tasmânia e entregasse os corpos.
Existia uma ideia corrente, na época, de que estes animais eram predadores de ovelhas - um estudo recente, no entanto, aponta que as mandíbulas do tilacino eram tão frágeis que suas vítimas possuíam no máximo o tamanho de gambás.

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