terça-feira, 26 de março de 2013

Fósseis mais antigos de macacos encontrados no Quênia


Dentes e fragmentos de mandíbulas foram descobertos por americanos

Fósseis de macacos mais antigos do chamado Velho Mundo (território conhecido pelos europeus até o século 15, que abrangia Europa, Ásia e África), foram descobertos no Quênia por Cientistas americanos.
A maioria desses fósseis encontrados são pequenos dentes e fragmentos de ossos, principalmente de mandíbulas, têm 12,5 milhões de anos, 3 milhões a mais que os conhecidos até agora.
O achado foi feito nos Montes Tugen, por pesquisadores das universidades de Nova York, Yale e Stony Brook. A equipe foi liderada por James Rossie, Christopher Gilbert e Andew Hill, que publicaram os resultados na edição online desta segunda-feira (18) da revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS), da Academia Americana de Ciências.
Esses macacos da família Cercopithecidae viveram em um período geológico da era Cenozoica chamado Mioceno, entre 23 milhões e 5 milhões de anos atrás. Foi nessa época que surgiram os mamíferos considerados "evoluídos", como primatas e ruminantes.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Maior fóssil de pterossauro já encontrado no Brasil


Paleontólogos apresentaram réplica de 'Tropeognathus mesembrinus'.

O esqueleto do maior réptil voador já encontrado no Brasil foi apresentado nesta quarta-feira dia 20, no Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Um exemplar de "Tropeognathus mesembrinus" que, quando vivo, tinha cerca de 8,2 metros de envergadura.
"O que faz este exemplar particularmente especial é que se trata do fóssil mais completo encontrado até agora, com quase todo o esqueleto preservado, inclusive o crânio", explicou o paleontólogo Alexander Kellner, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ao apresentar a reconstrução do animal, feita em resina de poliéster.
Alexander Kellner, da Universidade Federal do Rio de Janeiro
A envergadura dessa espécie normalmente é de 7 metros, mas o exemplar apresentado era excepcionalmente grande. "Este fóssil encontrado nas rochas da Chapada do Araripe, no Nordeste do Brasil, é o maior encontrado no Hemisfério Sul e é o terceiro no mundo", disse Kellner, segundo informações da agência AFP.
Alexander Kellner apresentou uma reconstrução de como teria sido a cabeça desse animal. O estudo da estrutura óssea do réptil  voador mostrou que se tratava de um adulto.
A espécie pertence à família dos Anhangueridae, animais que se caracterizam por terem uma crista na parte anterior do crânio e a parte superior da mandíbula com uma dentição que mostra que eles se alimentavam de peixes.
"Podemos provar que esses répteis gigantes voadores existiam no céu do Nordeste brasileiro muito antes do que pensávamos, porque os fósseis foram encontrados em formações rochosas de 110 milhões de anos", comentou o paleontólogo. Antes se acreditava que eles viveram entre 65 milhões e 72 milhões de anos atrás. Outras espécies de Anhangueridae já foram achadas em diversas partes do mundo, como Marrocos Inglaterra, Mongólia, Estados Unidos e China.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Menina de 9 anos descobre fóssil de dinossauro


Menina deu o nome para espécie de pterossauro até então desconhecida

Daisy Morris, de 9 anos de idade, moradora da Ilha de Wight, acabou dando nome a um dinossauro antes desconhecido, depois de encontrar um fóssil. Segundo matéria da BBC BRASIL.com.
A pequena Daisy tropeçou em restos fossilizados na praia de Atherfield há quatro anos. Um artigo científico informou que a espécie recém-descoberta de pterossauro seria chamada Vectidraco daisymorrisae.
Segundo Martin Simpson, especialista em fósseis, disse que este era um exemplo de como "grandes descobertas podem ser feitas por amadores".
O fóssil revelou-se sendo de uma espécie até então desconhecida de pterossauro pequeno, um réptil voador de 115 milhões de anos, do período Cretáceo Inferior.
A nova espécie e o nome foram confirmados em um artigo científico publicado na segunda-feira. O pterossauro já foi doado para o Museu de História Natural, que recentemente nomeou a Ilha de Wight como a "capital dos dinossauros da Grã-Bretanha".
A confirmação do Vectidraco daisymorrisae vem uma semana após a descoberta na ilha de um esqueleto quase completo de um dinossauro de 12 metros de comprimento.

sábado, 16 de março de 2013

Aves primitivas tinham quatro asas

Penas nas patas traseiras chegavam a 5 cm e podiam auxiliar em voo

Segundo a pesquisa, afirma-se que 11 fósseis recém-descritos de pássaros primitivos, de gêneros como o "Sapeornis", apresentam evidências da presença de grandes penas nos membros traseiros, que integravam um sistema de quatro asas.
Cientistas chineses analisaram fósseis de aves primitivas com mais de 100 milhões de anos e identificaram que algumas delas possuíam quatro asas ao invés de duas, com penas nos membros traseiros, que provavelmente eram úteis para voar.
Outros dinossauros com aspecto de pássaros, como o Microraptor, já haviam sido identificados há anos por cientistas como seres com grandes penas nas patas traseiras. Estudos sugerem que eles usavam as patas para se deslocar no ar, seja planando entre as árvores, aterrizando ou em voos curtos.
A descoberta de estruturas semelhantes em aves primitivas, no entanto, é nova, segundo os cientistas. As "asas traseiras" foram descobertas em fósseis que datam de 100 a 150 milhões de anos, que estavam guardados no Museu de História Natural Shandong Tianyu, na China.
"Ninguém pensa que estes animais agitavam as patas como faziam com as asas", afirmou  Kevin Padian, da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos EUA, segundo a agência AFP.
Padian não participou da pesquisa, mas foi um dos especialistas que a revisaram antes de sua publicação. "Alguns afirmam que as penas das patas teriam incrementado a impulsão, mas não há evidências disso. Para elevar a impulsão, as penas deveriam ter se organizado para formar um perfil aerodinâmico competente e plano e ninguém demonstrou que seja o caso", disse.
"Por outro lado, é indiscutível que estas penas teriam criado arrasto", acrescentou Padian. Ele, no entanto, elogiou a pesquisa, qualificando-a de "grande estudo", por demonstrar como as penas das patas mudaram com o tempo, entre os dinossauros com aspecto de pássaro e os pássaros primitivos.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Rio Ptero 2013

Simpósio Internacional sobre Pterossauros no Rio de Janeiro

A cidade do Rio de Janeiro sediará o evento internacional Rio Ptero 2013, o evento contará com a presença dos principais especialistas em pterossauros, de 23 a 26 de maio de 2013. Ainda há tempo para as inscrições, preços especiais para estudantes. Para se inscrever, basta acessar o site do Museu Nacional/UFRJ: http://www.museunacional.ufrj.br/riopterosaur 

Devido a alta procura pela participação no trabalho de campo na Chapada do Araripe, de 27 a 30 de maio, o número de vagas foi ampliada em mais 10 vagas. Maiores informações sobre o campo também estão presentes em nosso site do Museu Nacional/UFRJ.
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terça-feira, 5 de março de 2013

Fóssil de camelo gigante no Canadá é encontrado


Animal é a primeira evidência de camelos na região do alto Ártico

Paleontólogos canadenses encontraram fósseis de um camelo gigante que viveu no extremo norte do Canadá há cerca de 3,5 milhões de anos, no Plioceno Médio, quando havia na região uma floresta boreal durante um período de aquecimento do planeta.
Camelo atual
Os 30 fragmentos de uma tíbia achados na ilha de Ellesmere, no território autônomo de Nunavut, representam o registro mais ao norte que se tem dos camelos primitivos, cujos antecessores surgiram na América do Norte há 45 milhões de anos, afirmaram os especialistas em um estudo dirigido pelo Museu Canadense de Natureza, publicado hoje no site de notícias científicas "Nature Communications".
Os fósseis foram encontrados durante os trabalhos de campo nos verões de 2006, 2008 e 2010 em um pequeno monte em Fyles Leaf Bed, um depósito de areia próximo do fiorde de Strathcona na ilha de Ellesmere, onde já foram encontrados fósseis de plantas, mas nunca de um mamífero.
"Este é um descobrimento importante porque representa a primeira evidência de camelos na região do alto Ártico", afirmou uma das responsáveis pelo estudo, Natalia Rybczynski.
Segundo a cientista, o achado também "sugere que a linhagem da qual pertencem os camelos modernos originalmente se adaptou para viver em torno de uma floresta boreal".
Algumas características "dos camelos modernos, como seus pés largos e planos, seus grandes olhos e suas corcovas de gordura, podem ser adaptações derivadas da vida em uma região polar", afirmou.

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