quinta-feira, 30 de maio de 2013

Esqueleto completo de dinossauro do Jurássico é encontrado

Animal foi descoberto na China por Instituto belga

Recentemente foi descoberto um esqueleto completo, com características bem preservadas, de um dinossauro precursor das aves pertencente à espécie Aurornis xui.
O fóssil foi encontrado na província de Liaoning, na China, pelo Instituto Real Belga de Ciências Naturais, acredita-se que ele tenha vivido durante a segunda metade do período Jurássico.
De acordo com os cientistas, que publicaram o estudo na revista "Nature" na última quarta-feira (29), o achado ajuda a entender como as aves evoluíram e aprenderam a voar.
Além disso, a pesquisa revelou que espécies com essa estrutura óssea pertencem à família dos pássaros na escala evolutiva. Os resultados também recolocam o dinossauro alado Archaeopteryx no grupo Avialae, que inclui aves e familiares evoluídos a partir dos répteis gigantes.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Ossada de 'monstro' pré-histórico é achada em gaveta de museu

Restos de réptil de 3 metros estavam engavetados há cem anos na Alemanha

A descoberta foi divulgada por cientistas alemães. A ossada de uma nova espécie de plesiossauro, animal pré-histórico da época dos dinossauros, cujo esqueleto estava há cem anos engavetado sem classificação.
O Museu de História de Natural de Berlim anunciou na última semana a descoberta da espécie de réptil marinho Gronausaurus wegneri, que habitava águas costeiras e deltas de rios há cerca de 137 milhões de anos, no período do Cretáceo Inferior.
Em entrevista à BBC Brasil, o paleontólogo Oliver Hampe, responsável pela descoberta, explicou não ser comum encontrar depósitos do Cretáceo Inferior pelo mundo, na comparação com o período Jurássico ou do Cretáceo Superior. "Por isso, faz aprendermos mais sobre a evolução no período, principalmente do grupo dos Plesiossauros."
O "monstro" pré-histórico, como é chamado pelo museu, media entre 3 a 3,5 metros de comprimento, pequeno em relação a outros plesiossauros - que podiam chegar a ter até cerca de 20 metros de comprimento - e aos vizinhos mais famosos do período, os dinossauros - que por serem terrestres, pertencem a grupos diferentes.
Leptoceidus Capensis
Considerados bons nadadores, os Gronausaurus wegneri não possuíam braços ou pernas, sendo semelhantes ao Leptocleidus capensis, também da família de répteis aquáticos Leptocleididae.
Guardado pelo Museu Geológico da Universidade de Münster, o fóssil do Gronausaurus wegneri só caiu nas mãos de Hampe no começo dos anos 2000, que o transferiu para o Museu de História Natural de Berlim para pesquisa. "Entre o trabalho com esse material e outros projetos paralelos, foram cerca de dez anos para confirmar que era realmente uma nova espécie'', contou.
O fato de o esqueleto pré-histórico ficar engavetado por um século não é um acontecimento isolado e é possível que outras descobertas do tipo ainda sejam feitas. "Isso é comum, na verdade. Quando o cientista vai a campo, ele geralmente encontra mais material do que é capaz de trabalhar e cuida primeiro daquele encontrado diretamente. O restante é armazenado para avaliação futura e pode ser esquecido", segundo Hampe.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Fóssil pode ajudar a entender voo dos beija-flores


Pesquisa sugere que espécie encontrada foi ancestral do beija-flor

O fóssil de um pequeno pássaro, o 'Eocypselus rowei', que viveu há cerca de 50 milhões de anos pode ajudar a entender melhor a formação das asas e a origem do voo dos beija-flores, dizem cientistas da Universidade do Texas em Austin e do Centro Nacional de Síntese Evolutiva dos Estados Unidos (NESCent, na sigla em inglês) em um estudo publicado na última quarta-feira dia 1º.
O fóssil da espécie Eocypselus rowei, encontrado no estado de Wyoming, nos EUA, possui restos bem-preservados de penas, o que permitiu que os pesquisadores presumissem o formato e o tamanho das asas do pássaro de uma forma que não seria possível apenas com os ossos.
A análise que comparou espécimes de pássaros atuais e extintos, sugere que o animal fossilizado era um precursor evolutivo do grupo que inclui os beija-flores e a família Apodidae, que tem entre seus representantes pássaros conhecidos popularmente como andorinhões, de acordo com uma nota publicada pelo NESCent.
"O fóssil representa o mais perto que já chegamos do ponto em que beija-flores e andorinhões seguiram caminhos diferentes", disse o pesquisador Daniel Ksepka, em nota divulgada pelo NESCent. Ksepka é um dos principais autores da pesquisa, publicada no periódico científico "Proceedings of the Royal Society B".
"Beija-flores surgiram de ancestrais com corpo pequeno, mas a habilidade para pairar no ar não apareceu aí, e sim mais tarde", explicou o pesquisador.

Leia Também