quinta-feira, 2 de maio de 2013

Fóssil pode ajudar a entender voo dos beija-flores


Pesquisa sugere que espécie encontrada foi ancestral do beija-flor

O fóssil de um pequeno pássaro, o 'Eocypselus rowei', que viveu há cerca de 50 milhões de anos pode ajudar a entender melhor a formação das asas e a origem do voo dos beija-flores, dizem cientistas da Universidade do Texas em Austin e do Centro Nacional de Síntese Evolutiva dos Estados Unidos (NESCent, na sigla em inglês) em um estudo publicado na última quarta-feira dia 1º.
O fóssil da espécie Eocypselus rowei, encontrado no estado de Wyoming, nos EUA, possui restos bem-preservados de penas, o que permitiu que os pesquisadores presumissem o formato e o tamanho das asas do pássaro de uma forma que não seria possível apenas com os ossos.
A análise que comparou espécimes de pássaros atuais e extintos, sugere que o animal fossilizado era um precursor evolutivo do grupo que inclui os beija-flores e a família Apodidae, que tem entre seus representantes pássaros conhecidos popularmente como andorinhões, de acordo com uma nota publicada pelo NESCent.
"O fóssil representa o mais perto que já chegamos do ponto em que beija-flores e andorinhões seguiram caminhos diferentes", disse o pesquisador Daniel Ksepka, em nota divulgada pelo NESCent. Ksepka é um dos principais autores da pesquisa, publicada no periódico científico "Proceedings of the Royal Society B".
"Beija-flores surgiram de ancestrais com corpo pequeno, mas a habilidade para pairar no ar não apareceu aí, e sim mais tarde", explicou o pesquisador.

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