segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Mais completo fóssil de dinossauro é encontrado por estudante

Esqueleto fossilizado é de um parassaurolofo

Kevin Terris, estudante do ensino médio, foi o descobridor do mais completo fóssil de Parassaurolofo já encontrado, viveu há 75 milhões de anos e é conhecido por ter um tubo oco no topo do crânio. O mais interessante é que dias antes do jovem, dois paleontólogos haviam pesquisado o local, mas não se depararam com os ossos expostos. A descoberta ocorreu em 2009 no Estado americano de Utah e foi divulgada na terça-feira, quando também foi anunciado resultado da análise do fóssil.
O esqueleto do "Joe", nome dado ao dinossauro, foi espectacularmente preservada, a partir da ponta do nariz para a ponta da cauda. Os ossos eram mesmo ainda articulada, isto é, nas suas posições aproximadas de vida. As únicas partes do esqueleto não foram representados o braço abaixo do cotovelo, da ponta da cauda, ​​e em alguns outros ossos dispersos.
O estudo do osso da perna ajudou a estimar a idade do dinossauro quando morreu: menos de 1 ano. "Dinossauros têm crescimentos anuais em anéis no tecido ósseo, assim como as árvores. Mas não vimos nem mesmo um anel", diz Sarah Werning, da Universidade Stony Brook e coautora do estudo. O animal teria cerca de 1,8 metro de comprimento, mas, quando adulto, poderia passar dos 7,5 metros.
Os cientistas afirmam que, devido à importância do fóssil, o modelo em 3D do esqueleto, feito a partir dos exames de imagem, está disponível gratuitamente no site: www.dinosaurjoe.com

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Descoberto mais antigo ancestral das aranhas

Fóssil de ancestral com 520 milhões de anos foi descoberto na China

Descoberto o fóssil do mais antigo ancestral conhecido dos quelicerados, subfilo que inclui aranhas, escorpiões e o caranguejo-ferradura, afirmam pesquisadores. A descoberta indica que esse grupo de animais surgiu há pelo menos 520 milhões de anos. O estudo foi divulgado nesta quarta-feira dia 16, na revista especializada Nature.
Chamado de Alalcomenaeus e tinha cerca de 3 centímetros, foi encontrado no sudoeste da China. Ele chamou a atenção por ter o sistema nervoso bem preservado. Ao utilizar técnicas de imagem, os cientistas descobriram diversas características que, segundo os pesquisadores, colocam o animal no subfilo do quelicerados.
Pertencia ao extinto grupo dos megacheira ("grandes garras", em grego), que tinham dois grandes apêndices na cabeça, que lembravam um par de tesouras - daí o nome. A descoberta, afirmam os pesquisadores, resolveria o mistério de a qual galho da árvore da vida esses animais pertenciam.

"Nós agora sabemos que os megacheira tinham sistemas nervosos centrais muito similares aos do caranguejo-ferradura e dos escorpiões modernos", diz Nicholas Strausfeld, da Universidade do Arizona (EUA). "Isso significa que os ancestrais das aranhas e seus parentes viveram lado a lado com os ancestrais dos crustáceos no Baixo Cambriano."
Como resultado dos exames, eles encontraram características comuns aos quelicerados, como três grupos de células nervosas conhecidos como gânglios nervosos que são fundidos e agem como um cérebro. Nos crustáceos, os gânglios estão distantes, ligados por longos nervos.
Os pesquisadores usaram esta e outras características e as usaram em um catálogo que recria as relações evolutivas. "Greg (Gregory Edgecombe, do Museu de História Natural de Londres) colocou essas características em uma análise cladística em computador para perguntar: 'onde este fóssil aparece na árvore relacional?'", diz Strausfeld. "Nosso fóssil de Alalcomenaeus apareceu nos quelicerados modernos."
Ainda de acordo com o estudo, os cientistas encontraram características similares entre os apêndices desse animal e as presas das aranhas, o que indica que as segundas evoluíram da primeira.
"Nossa descoberta é excitante porque mostra que os mandibulados (grupo ao qual os crustáceos pertencem) e quelicerados já estavam presentes como duas trajetórias evolutivas distintas há 520 milhões de anos, o que significa que seu ancestral comum deve ter existido muito antes disso."

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Fóssil inédito de mosquito cheio de sangue é encontrado

Parece coisa de Jurassic Park

Nesta segunda foi revelado por cientistas um raro fóssil de mosquito, com 46 milhões de anos, e a barriga cheia de sangue seco foi encontrado no leito de um rio no estado americano de Montana.
É o único do tipo no mundo, segundo Dale Greenwalt, principal autor do estudo publicado no periódico National Academy of Sciences.
Instrumentos inovadores detectaram vestígios inconfundíveis de ferro em seu abdômen cheio de sangue, mas ainda não se sabe de qual criatura provinha o sangue, uma vez que o DNA não pode ser extraído de um fóssil tão antigo. Para Greenwalt, o sangue encontrado no fóssil pode ter sido de uma ave, desde que o mosquito ancestral lembra um inseto moderno do gênero 'Culicidae', que gosta de se alimentar de nossos amigos emplumados.

Na ficção:
No filme "Jurassic Park - Parque dos Dinossauros", de 1993, cientistas extraem DNA de dinossauro do abdômen de um mosquito preso em âmbar, uma resina vegetal.
Não só a cena é ficcional, já que ninguém conseguiu extrair DNA de um fóssil tão antigo, como Greenwalt disse que o mosquito exibido no filme era um macho e mosquitos machos não se alimentam de sangue.
Feitas estas ressalvas, o cientista afirmou: "como muito do que se vê na ficção científica, (o filme) meio que previu algo com o que nós poderemos nos deparar no futuro".

Embora seja muito mais 'jovem' do que o mais antigo fóssil de mosquito conhecido (honra que recai sobre um mosquito de 95 milhões de anos preso em âmbar e encontrado em Mianmar), para o entomologista Lynn Kimsey, da Universidade da Califórnia, esta é "uma descoberta muito excitante".
"Ter uma fêmea de mosquito de verdade cheia de sangue associada com machos na mesma formação fóssil é altamente improvável", disse Kimsey, que não participou da pesquisa.
"Aqui, os autores conseguiram usar espectrômetro de massa para elucidar o conteúdo abdominal e, consequentemente, a dieta de sangue em um fóssil com cerca de 40 milhões de anos", acrescentou, descrevendo a pesquisa como "impressionante".
Greenwalt disse ter ficado fascinado com insetos fossilizados alguns anos atrás.
Ele se informou sobre o assunto com o estudante de mestrado Kurt Constenius, que descreveu suas descobertas de insetos fossilizados ao longo de um leito de rio remoto de Montana, em um obscura publicação geológica mais de duas décadas atrás.
Greenwalt e Constenius discutiram a área onde os fósseis foram encontrados, que fica perto do Rio Flathead, ao longo da fronteira oeste do Parque Nacional Glacier.
Nos últimos anos, Greenwalt foi para lá todo verão para coletar peças de xisto de uma área que está erodindo lentamente, expondo sedimentos de um antigo lago.
"A rocha está em camadas muito finas, de um milímetro ou dois", explicou Greenwalt.
"Com uma lâmina, eu consigo dividir esta rocha ainda mais e expor estas superfícies virgens e é onde eu encontro os fósseis", acrescentou.
O fóssil descrito no periódico PNAS não resultou das expedições de Greenwalt, mas de uma coleção de insetos fossilizados que estavam esquecidos no porão de Constenius desde 1980, e que ele e sua família tinham doado para o museu Smithsonian.
"Assim que o vi, soube que era diferente", disse Greenwalt à AFP.

O mosquito em si mede apenas 0,2 polegada (0,51 cm). De alguma forma, a frágil criatura comeu sua última refeição, preenchendo seu abdômen até quase explodir como um balão.
Então, talvez quando o mosquito sobrevoava um lago repleto de algas, ele tenha ficado preso neste muco, sido envolvido por micróbios que impediram sua degradação e, finalmente, acabou afundando, ficando preso no sedimento no fundo do lago.
Três dúzias de fósseis de mosquito foram coletadas no sítio de fósseis do noroeste de Montana, mas nenhum outro apresentou sinais de conter sangue.
Especialistas usaram uma técnica denominada espectrometria de massa não destrutiva para identificar a fonte do ferro em seu abdômen como heme, molécula ferruginosa que permite à hemoglobina do sangue transportar oxigênio.
Contudo, o método só pode ser usado em superfícies planas e não seria útil para analisar mosquitos preservados em âmbar, afirmou.

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