sábado, 16 de novembro de 2013

'Tio-avô' do Tiranossauro Rex é encontrado

O 'rei do sangue' é 10 milhões de anos mais velho que o T. rex

O Lythronax argestes "rei do sangue", é o "tio-avô do Tyrannosaurus rex e cerca de 10 milhões de anos mais velho, porém, menor. Segundo revelado no Museu de História Natural de Utah, em Salt Lake City.
Os ossos do Lythronax estavam dispostos entre camadas de cinzas vulcânicas, o que permitiu aos cientistas determinar a idade do dinossauro estudando a decomposição dos cristais de cinzas que os cercavam.
"Esse tipo de descoberta é muito interessante e excitante porque não é apenas outro animal daquela era, mas um grande predador daquela era", disse o paleontologista Peter Roopnarine, que estuda a ecologia dos períodos de dinossauro para a Academia de Ciências da Califórnia.
Pesquisadores esperam que a descoberta ajude a entender melhor o ecossistema onde o predador viveu. Descoberto por funcionários da Agência Federal de Administração da Terra no leste do Utah em 2009, o animal foi batizado de Lythronax argestes, ou "rei do sangue", por causa de seus dentes enormes e da aparência de predador.
"Descobrir o Lythronax antecipa a evolução do grupo no qual surgiu o T-Rex, o que é algo que não entendíamos antes", disse Mark Loewen, geólogo da Universidade de Utah, que liderou a escavação do novo dinossauro. "O Lythronax é como o tio-avô do T-Rex".

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Fóssil de ornitorrinco gigante é encontrado

Maior ornitorrinco já descoberto tinha dentes e o dobro do tamanho

Um estudo publicado no dia 04 deste mês de novembro, revelou que a linhagem do ornitorrinco não é monotípica como se acreditava.
O estudo descreve uma nova espécie gigante de ornitorrinco - parte de uma ramificação da árvore à qual pertencem os animais desse gênero único entre os mamíferos. A descrição desse bicho extinto, publicada na revista especializada Journal of Vertebrate Paleontology, foi feita a partir de um único dente encontrado durante escavações na Austrália.
A nova espécie, denominada Obdurodon tharalkooschild (o atual ornitorrinco tem o nome científico de Ornithorhynchus anatinus), tinha todas as características peculiares desse animal: bico de pato, pelo de lontra, cauda e patas de castor, com fêmeas que põem ovos e machos com esporões venenosos. O dente singular que permitiu aos pesquisadores relatar a existência dessa espécie foi encontrado no sítio arqueológico de Riversleigh, em Queensland, na Austrália, onde já foram encontrados fósseis dos antepassados dos extintos lobo-da-tasmânia e tigre-da-tasmânia.
O gigante teria quase um metro do comprimento, o dobro do tamanho do ornitorrinco moderno e teria vivido há entre 5 e 15 milhões de anos, período estimado a partir de datação do depósito.
"A descoberta dessa nova espécie foi um choque para nós porque, antes disso, o registro fóssil sugeria que a árvore evolutiva dos ornitorrincos era relativamente linear", afirmou Michael Archer, da Universidade de Nova Gales do Sul, um dos autores do estudo. "Agora percebemos que havia ramos colaterais não previstos nessa árvore, alguns dos quais se tornaram gigantes."

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Fósseis de insetos em ato reprodutivo

Casal é de cigarrinhas-da-espuma de 165 milhões de anos

Segundo estudo publicado nesta semana na revista "PLoS One", um fóssil com o macho e a fêmea de cigarrinhas-da-espuma (Philaenus spumarius), na posição de cópula, foi escavado no nordeste do país asiático.
"Ao acasalar, o aedeagus (órgão reprodutivo do inseto macho) é inserido dentro da bursa copulatrix da fêmea", destacou o estudo chefiado por cientistas do Laboratório de Evolução dos Insetos e Mudanças Ambientais da Universidade Capital Normal em Pequim.
O fóssil raro revela "o registro mais antigo até agora de insetos copulando" e "lança luz sobre a evolução do comportamento de acasalamento no grupo dos insetos", acrescentou.
Ainda segundo os autores, a pesquisa mostra que a genitália e a posição de cópula das criaturas permaneceram as mesmas por mais de 165 milhões de anos.

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