domingo, 30 de novembro de 2014

Fragmentos de titanossauro são encontrados em SP

Museu de paleontologia completa 10 anos

Fragmentos de um dinossauro encontrados no distrito de Avencas estão sendo preparados para fazer parte do acervo do museu de paleontologia de Marília (SP), que acaba de completar 10 anos de existência. Sete pedaços de titanossauro foram localizados depois que um trator passou por cima do terreno.
O sitio arqueológico fica na serra do distrito de Avencas e, segundo especialistas, é mais uma grande descoberta para a ciência. No entanto, se com a ajuda da máquina os fósseis ficaram visíveis, por outro lado, o peso do trator danificou o esqueleto e agora não é possível identificar a quais partes do corpo do animal os fragmentos pertencem.
Esse é o sexto local, só em Marília, onde fósseis de dinossauros que viveram há 70 milhões de anos são encontrados. Só que, a partir de agora, eles não devem ser retirados mais das rochas.
Um projeto vai transformar o campo onde os fósseis são encontrados em sala de aula e um trabalho educativo com crianças de escolas de toda a região será realizado. Elas vão aprender, na prática, como um dinossauro é descoberto e como identificá-los nas rochas. A iniciativa pretende despertar o interesse delas pela ciência.

Visitas ao museu
O museu de paleontologia de Marília pode ser visitado de segunda a sexta-feira das 11h30 às 17h30 na Avenida Sampaio Vidal, 245, no centro da cidade. A entrada é de graça e outras informações podem ser conferidas também pelo telefone (14) 3413-6238.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Múmias apareceram no Egito mil anos antes do que se pensava

Pesquisadores descobriram uso de resinas e linho entre 3.350 e 4.500 a.C.

A mais remota evidência da mumificação no Egito sugere que a prática de embalar corpos para preservá-los depois da morte começou por volta de mil anos antes do que se pensava, revelou um estudo publicado nesta quarta-feira (13).
O estudo, publicado no periódico PLOS ONE, foi o primeiro a descrever resinas e linhos usados como envoltórios funerários de 3.350 a 4.500 a.C.
Há muito tempo, historiadores acreditavam que a prática egípcia de mumificação tinha começado por volta de 2.500 a.C.
Mas, ao aplicar análises científicas modernas a coleções egípcias que já estavam em museus britânicos, eles descobriram que, já nesta época, as pessoas usavam materiais similares de preservação nas mesmas proporções das encontradas em múmias posteriores.
"Este trabalho demonstra o enorme potencial do material em coleções de museus que permite a cientistas analisar novas informações sobre o passado arqueológico", disse o co-autor do estudo, Thomas Higham, da Universidade de Oxford. Leia mais no G1

sábado, 2 de agosto de 2014

Fóssil de 90 milhões de anos é encontrado em Minas Gerais

O crânio tem cerca de 45 centímetros

Pesquisadores de Minas Gerais anunciaram nesta sexta-feira a descoberta de um fóssil que possivelmente pertence a uma espécie desconhecida de crocodilo que viveu há 90 milhões de anos.
O trabalho foi feito nos sítios paleontológicos de Três Antas e Seis Irmãos, na região de Iturama e Campina Verde, por geólogos, paleontólogos e técnicos da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). Entre as descobertas, estão a de dois crocodilos e uma ninhada com quatro ovos. O principal achado é um crânio praticamente completo de 45 centímetros, além de vários elementos ósseos — como cauda e perna — de uma espécie ainda não documentada de crocodilo.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Pegadas sugerem que tiranossauros andavam em bando

Pegadas são primeira evidência de que predadores eram animais sociáveis

Cientistas canadenses descobriram as pegadas fossilizadas de três tiranossauros que sugerem que esses temidos predadores podem ter caçado em bandos. Os conjuntos de pegadas de tiranossauros foram os primeiros encontrados próximos uns dos outros. São, portanto, a única evidência clara até agora de que esses dinossauros podem ter sido animais sociais e não solitários.
Os rastros paralelos que levam a um penhasco rochoso perto de Tumbler Ridge, na Columbia Britânica, indicam que os três caminhavam em grupo, "seguindo para o sudeste por um corredor de 8,5 metros de largura", segundo estudo publicado pela equipe de McCrea na revista "PLOS ONE".
Os cientistas citaram "similaridades na profundidade e preservação" das trilhas como prova de que foram feitas por animais "caminhando simultaneamente na mesma direção".
As pegadas de três dedos destes enormes bípedes, com mandíbulas poderosas e pequenas patas dianteiras, foram descobertas por um guia local em 2011 no que deve ter sido lama macia há 70 milhões de anos.
A escavação, que continua, revelou sete pegadas no total. Acredita-se que tenham sido cobertas e preservadas por cinzas vulcânicas, apenas para ficar expostos anos depois pela erosão do penhasco.
As pegadas - cada uma com um metro de comprimento - pertencem a animais adultos de tamanhos diferentes.
A descoberta também traz novas e valiosas informações sobre como os tiranossauros se movimentavam.
"Seu passo era muito lento, com muito pouca rotação do pé", observou Richard McCrea, do Centro de Pesquisas sobre Paleontologia de Peace Region, que chefiou a escavação. "Não é uma locomoção muito eficiente: passos muito longos, quase quatro metros", acrescentou. "Não tínhamos ideia de que eles caminhavam assim", concluiu.

terça-feira, 15 de julho de 2014

Maior dinossauro com quatro asas é descoberto

Changyuraptor yangi pode ajudar a explicar a origem do voo das aves

Batizado de Changyuraptor yangi, é 60% maior que o Microraptor zhaoianuso, maior dinossauro de quatro asas até então. Changyuraptor yangi viveu há 125 milhões de anos, é coberto de penas e tem uma cauda com 30 centímetros, que representa cerca de 25% de seu comprimento de 1,2 metro.
O fóssil foi achado por um grupo de cientistas americanos e chineses, no nordeste da China, região que tem se mostrado rica em vestígios fósseis de dinossauros com penas.
"Várias características que por muito tempo associamos aos pássaros evoluíram, na verdade, nos dinossauros, muito antes que os primeiros pássaros tenham surgido. Entre elas, traços como os ossos pneumáticos [dotados de cavidades], a capacidade de construir ninhos, as penas e, possivelmente, o voo", afirma Alan Turner, pesquisador da Universidade Stony Brook, nos Estados Unidos, e um dos autores do estudo.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Fóssil de crocodilo com outro crocodilo na barriga é achado em SP

Descoberta foi feita na região de General Salgado, interior de São Paulo

A descoberta dos pesquisadores do Departamento de Biologia da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto é especialmente curiosa, pois o fóssil do Aplestosuchus sordidus - como foi nomeada a nova espécie - apresentava vestígios de uma outra espécie de crocodilo em sua cavidade abdominal.
O achado foi descrito em um artigo publicado na revista científica "PLOS ONE" neste mês. Segundo os autores, esta é a primeira vez que evidências concretas de predação entre diferentes espécies de crocodilos são encontradas em um fóssil.
O crocodilo foi encontrado na Formação Adamantina, o que indica que o animal viveu no período Cretáceo Superior, há cerca de 70 milhões de anos. Fósseis de várias outras espécies de crocodilo já foram encontrados na região, que abrange o oeste do estado de São Paulo, parte de Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. A descoberta do Aplestosuchus ocorreu no município de General Salgado, que fica a cerca de 560 quilômetros de São Paulo.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Segredos de múmias milenares são reveladas por Escâneres

Testes em peças do Museu Britânico exibiram, pele, ossos e até órgãos internos


Escâneres de última geração revelam os maiores segredos das múmias egípcias, imagine poder ver por dentro das bandagens que recobrem os restos mortais das múmias.
O Museu Britânico, de Londres, utilizou escâneres de última geração para tentar desvendar segredos guardados por milenares múmias egípcias e sudanesas.
Um total de 8 entre as 120 múmias do acervo do museu foram submetidas a escâneres em um hospital londrino, entre elas as múmias de duas crianças.
O experimento permitiu, pela primeira vez, ver através de suas bandagens, e, assim, observar suas peles, rostos, ossos e até mesmo alguns órgãos internos que permaneciam preservados.
Foi possível até mesmo determinar o sexo de algumas delas, o que permanecia indefinido desde que as múmias foram adquiridas pelo museu, há 250 anos.
Os resultados dos exames constarão de uma animação gráfica que será exibida como parte da exposição Ancient Lives, New Discoveries (Vidas Antigas, Novas Descobertas, em tradução literal), que o museu vai inaugurar no próximo dia 22 de maio.
Entre as múmias há desde a filha de um sacerdote até a um cantor de templos. Há ainda um homem de meia idade, um porteiro de um templo e até uma mulher que portava uma tatuagem cristã em sua pele.
Um dos corpos mumificados é o de um homem de Thebes mumificado por volta de 600 a.C., que sofreu de abcessos dentários tão infectados que eles podem ter não apenas lhe propiciado fortes dores, mas até mesmo terem sido a causa de sua morte.
Uma das principais descobertas feitas foi a da espátula usada para escavar o cérebro através do nariz, durante o processo de mumificação. A espátula acabou quebrando dentro de seu crânio, o que foi revelado durante o escâner.
Os realizadores da mostra pretendem recriar a espátula por meio de impressão 3D.
A mostra também trará a múmia de uma cantora, que viveu por volta de 900 a.C., e que recebeu uma das formas mais nobres de mumificação disponíveis na época. As inscrições em sua tumba levam a crer que ela seria uma das cantoras do Templo de Karnak.
Os testes de escâner mostraram ainda o quão preservadas estavam a pele e o cabelo das múmia. E oferecem ao visitante a primeira chance de ver o seu rosto.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Maior predador terrestre da Europa é descoberto

Com 10 metros de altura o 'Torvosaurus gurneyi' pesava até 5 toneladas

Chamado Torvosaurus gurneyi, uma nova espécie de dinossauro que seria o maior carnívoro terrestre europeu há 150 milhões de anos foi descoberta ao norte de Lisboa, em Portugal.
Seus fósseis foram encontrados por paleontólogos da Universidade Nova de Lisboa e publicados nesta quarta-feira no periódico Plos One.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Presa de mamute é descoberta em construção nos EUA

A obra foi paralisada para que paleontólogos em Seattle, nos EUA

Uma presa de mamute de quase oito metros de comprimento foi encontrada esta semana em uma construção em Seattle, nos Estados Unidos e, segundo paleontólogos, pode ser o maior e mais intacto fóssil da espécie já descoberto na região. Cientistas do Museu Burke de História Nacional, da Universidade de Washington, dizem que o fóssil tem por volta de 16 mil anos. A presa do mamute foi encontrada a quase 25 metros de profundidade em relação ao nível da rua. Os paleontólogos querem prosseguir com as escavações para tentar encontrar mais ossos do animal.
Nos Estados Unidos, peças paleontológicas são de propriedade do dono do terreno onde o fóssil foi encontrado. O dono pode vender, destruir ou doar o fóssil encontrado. No caso da presa deste mamute, no entanto, o proprietário do terreno decidiu doá-lo ao museu da universidade.
"As crianças vão poder saber que mamutes viviam em Seattle", disse Jack Horner, do Museu das Rochosas da Universidade do Estado de Montana. "O valor de um fóssil é educativo, não é uma coisa que alguém possa vender na internet."
Os mamutes foram extintos há cerca de 10 mil anos. Animais mamíferos da família Elephantidae, a mesma dos atuais elefantes, chegavam a ter quatro metros de altura, e viveram na América do Norte, Europa e Ásia. "Encontrar uma presa ou qualquer parte desses animais é raro", disse Jack Horner

As fotos da escavação são de Elaine Thompson


sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Fóssil de réptil de 60 milhões de anos encontrado no RJ

Descoberta é do mais antigo crocodilo encontrado no Estado

O fóssil do Sahitisuchus fluminensis foi encontrado no Parque Paleontológico de São José de Itaboraí, na região metropolitana do Rio, na década de 1940. No "Berço dos Mamíferos", como é conhecido o parque, os cientistas encontraram um crânio parcialmente completo (com 32 centímetros) e bastante conservado, com as primeiras vértebras cervicais acopladas a ele.
Somente depois de 70 anos de estudos, os paleontólogos Alexandre Keller e André Pinheiro, do Museu de Ciências da Terra, do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), e Diógenes Campos, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), conseguiram reconstruir o animal.
A apresentação do crocodilo guerreiro demorou tanto porque os cientistas precisaram reunir outros materiais (como dentes) para identificar características do fóssil. Ele seria um predador carnívoro (com dentes serrilhados e focinho alto e comprido), semiaquático, ágil, com aproximadamente 2 metros de comprimento e hábito de caçar em bando.

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